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Entrevista com Amelia Showalter


"E-Campaigning ainda está no começo na Suíça"







Amelia Showalter, 32 anos, foi chefe de análise digital da campanha vitoriosa de Barack Obama para conquistar o segundo mandato como presidente dos EUA. Hoje ela dá cursos de campanhas digitais, também conhecido como "e-Campaigning".

Coleta de assinaturas para uma campanha no início dos anos 1970 na Suíça.  (RDB)

Coleta de assinaturas para uma campanha no início dos anos 1970 na Suíça. 

(RDB)

No final de abril ela coordenou o treinamento de coleta de endereços digitais. Praticamente ao mesmo tempo iniciaram os trabalhos na Suíça do site wecollect.ch, uma plataforma independente e sem fins lucrativos para coleta de assinaturas para iniciativas "prudentes" e referendos.

Não é necessário ser profeta: campanhas para plebiscitos e eleições são realizadas cada vez mais através da internet. Quem se comunica melhor com os simpatizantes de forma digital, ou seja, através de e-mails, sites e propaganda online, do que a concorrência, já está em grande vantagem. E não se trata apenas de conquistar votos, mas também doações ou mobilizar os voluntários. swissinfo.ch encontrou a americana durante seu curso em Zurique.

swissinfo.ch: A análise digital ainda está nos seus primórdios na Suíça em comparação com os EUA?

Amelia Showalter: Sim. Eu estou pela quarta vez em Zurique para dar cursos de análise digital e
e-Campaigning e sempre existem pontos nessa área que são novos para todos.

swissinfo.ch: Por exemplo?

A.S.: No curso atual tentamos conquistar mais simpatizantes. Você pode ir às ruas e recolher assinaturas para uma petição. Ou você pode inserir chamadas online ou propaganda nas mídias sociais. Mas isso ocorre muito raramente aqui.

swissinfo.ch: Quais são as razões? Ceticismo cultural ou medo em relação aos dados individuais?

A.S.: As pessoas na Suíça se preocupam mais com a proteção dos dados pessoais do que nos Estados Unidos. E elas também são mais inseguras em pedir doações de dinheiro através da internet. Mas ao superar esses medos, é possível mudar a situação.

swissinfo.ch: Como você vê o impacto da comunicação digital na democracia?

A.S.: Redes sociais são muito boas para disseminar ideias, unir pessoas e compartilhas experiências pessoais. Nos Estados Unidos houve bastante ativismo devido à forma como as pessoas de pele escura eram tratadas. Então as pessoas publicaram vídeos na internet, mostrando a brutalidade da polícia ou os protestos realizados contra essa situação. Considero isso bastante positivo.

swissinfo.ch: O futuro da democracia estaria ligado à análise digital?

A.S.: (risos) Ela é parte do futuro! É sempre útil dispor de dados mais exatos. Ao mesmo tempo temos cada vez mais dados para administrar. Nosso trabalho é encontrar o que realmente é importante em toda essa cacofonia de dados.

swissinfo.ch: Qual é a mensagem que você transmite aos suíços na questão da análise digital?

A.S.: (risos) Aproveite disso! Comece com uma conta no Google Analytics, mesmo se for somente para analisar "apenas" seu site pessoal. Utilize também das análises do seu perfil no Facebook, Twitter e outros. Esses tools de análise são úteis. Portanto, os utilize! 


Adaptação: Alexander Thoele



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