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Eleições legislativas


Direita se afirma na Suíça







Os suíços elegeram nesse domingo um novo Parlamento para o país, selando o destino de cerca de 4.000 candidatos. Os partidos de direita, principalmente o Partido do Povo Suíço, saem vencedores de uma campanha marcada pela crise dos refugiados. 

Os votos dos suíços confirmaram uma situação que permanece a mesma há décadas. (Keystone)

Os votos dos suíços confirmaram uma situação que permanece a mesma há décadas.

(Keystone)

As eleições federais de 2015 mexeram em 200 cadeiras da Câmara dos Deputados e 45 dos 46 assentos do Senado. O “novo” Paramento suíço, na verdade, cristalizou ainda mais o antigo. Assim, os dois principais partidos da direita, o Partido do Povo Suíço (SVP, na sigla em alemão) e o Partido Liberal Radical (PLR), aumentaram suas presenças no Congresso, passando de 26,6% a 29,5% para o SVP e de 15,1%, a 16,4% para o PLR.

A ligeira mudança foi feita à custa do Partido Verde, bem como dois pequenos partidos centristas, o Partido Verde Liberal (PVL) e o Partido Burguês Democrata (PBD), tidos como vencedores em 2011.

Os pequenos ganhos e perdas não deverão causar grandes mudanças no equilíbrio da formação das câmaras parlamentares.

O gráfico abaixo mostra as posições dos sete principais partidos de acordo com smartvote.ch, plataforma de conselho aos eleitores.

Consequências

No entanto, o ligeiro impulso dado ao SVP e ao PLR pode retardar os planos da Suíça abandonar progressivamente a energia nuclear ou adiantar a reforma da previdência, em uma tentativa de cortar gastos públicos.

Os analistas políticos dizem que um campo de direita mais forte também pode tentar bloquear decisões sobre o fim do sigilo bancário suíço ou o intercâmbio automático de informações fiscais, apesar da pressão sobre a Suíça por parte da comunidade internacional.

Porém, ainda não está claro o impacto que as perdas sofridas pelos partidos centristas - e até certo ponto pela esquerda – terão no debate político sobre as relações da Suíça com a União Europeia.

Os laços com o bloco europeu chegaram a um impasse após a aprovação, em fevereiro de 2014, da reintrodução de cotas de imigração para os cidadãos da União Europeia.

Com exceção do Partido do Povo Suíço, que mantem uma agenda anti-europeia, nenhum outro partido parece disposto a arriscar o fim dos tratados bilaterais cruciais com o principal parceiro comercial da Suíça.

Crise migratória

Os críticos destacaram a ausência na campanha de um debate sobre as futuras relações da Suíça com a UE. Isto também pode ter sido no interesse do governo, que está em conversações exploratórias com Bruxelas e os Estados membros da UE para quebrar o impasse político.

A campanha eleitoral centrou-se na questão da imigração principalmente devido às manchetes da crise de refugiados da Síria, com dezenas de milhares de imigrantes que chegam à Europa.

Tanto a direita quanto a esquerda tentaram se beneficiar da atenção da mídia, embora a Suíça não tenha enfrentado até agora afluxo maciço de requerentes de asilo.

O debate público sobre a previdência social, principalmente a reforma dos regimes de pensões e o desemprego, bem como o impacto negativo da alta do franco suíço sobre a economia do país acabou ficando em segundo plano.

Fundo de campanha

O SVP conseguiu conquistar a maioria da atenção sobre este assunto nos meios de comunicação suíços, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa da Esfera Pública e Sociedade da Universidade de Zurique.

Os partidos políticos na Suíça não dispondo de horários eleitorais gratuitos, o SVP e o PLR gastaram cerca de CHF 13,5 milhões em publicidade nos meios de comunicação e em campanhas de cartazes ao longo dos últimos seis meses. A soma representa 74% do gasto total de todos os outros partidos.

Com base em dados do instituto de pesquisa de mercado, Media Focus, a campanha de 2015 pode ter sido a mais cara da história da Suíça. Especialistas estimam os custos totais em até 170 milhões de francos suíços.

Participação no executivo

Enquanto a estabilidade política deve continuar prevalecendo depois dessas eleições, os observadores não descartam uma mudança na composição do governo multipartidário, que é escolhido pelo parlamento em dezembro.

O SVP tem reivindicado um segundo assento no governo de sete membros com base na cota de votos recebidos e sua posição como maior partido do país.

O partido perdeu seu segundo assento em uma disputa política interna em 2007, quando alguns membros excluídos do partido fundaram o PBD, Partido Burguês Democrático, de centro-direita.

As eleições em números

As eleições para a Câmara dos Deputados ocorrem a cada quatro anos em outubro.

Um número recorde de candidatos disputou um lugar em um dos 26 círculos eleitorais, incluindo cerca de 60 expatriados suíços.

As organizações feministas impulsionaram as candidaturas do sexo feminino em um esforço para aumentar o ranking da Suíça na comparação internacional de membros do sexo feminino, atualmente 62 dos 200 assentos da Câmara dos Deputados.

A afluência às urnas foi de 48,41%, proporção mais ou menos inalterada desde as últimas eleições em 2011 (48,5%).

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