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O presidente americano, Barack Obama, em Nova York, no dia 21 de setembro de 2016

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu sua incapacidade de pôr fim à brutal guerra civil na Síria, um conflito que o "persegue constantemente", mas insistiu em que sua rejeição a uma intervenção direta dos Estados Unidos é correta.

Em entrevista à renomada historiadora presidencial Doris Kearns Goodwin, publicada na quarta-feira (21), Obama citou a Síria, ao ser questionado sobre as decisões mais difíceis que teve de assumir durante seus quase oito anos na Casa Branca.

"Sempre há coisas que acho que poderia ter feito melhor", ressaltou o presidente, que deixa a Casa Branca em janeiro de 2017, após dois mandatos.

"Mas não há muitas situações, em que eu olhe para trás e me diga que a decisão que eu tomei, ou que o objetivo perseguido, tenham sido incorretos", afirmou.

"Um bom exemplo é a situação na Síria, que me persegue constantemente", acrescentou.

Obama foi criticado por se negar a intervir para pôr fim a um conflito que deixou 300.000 mortos, permitiu que Síria e Irã afirmassem seu poder no Oriente Médio e criou uma crise de refugiados que desestabilizou a Europa.

"Eu me pergunto o que poderia ter feito de diferente nesses últimos cinco, seis anos" na Síria, admitiu.

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