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Presidente Michel Temer cumprimenta o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na sede da ONU em Nova York. 21/09/2016 REUTERS/Mike Segar

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Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Um acordo para combater as mudanças climáticas ficou mais perto de ser efetivado nesta quarta-feira, quando dezenas de países, incluindo o Brasil, entregaram suas ratificações do pacto na Organização das Nações Unidas (ONU), elevando o total para 60 nações, de acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O acordo, acertado por quase 200 nações em Paris em dezembro passado, precisa da ratificação de ao menos 55 países representando 55 por cento das emissões globais de dióxido de carbono para entrar em vigor. Ban disse que os 60 países já confirmados representam mais de 47,5 por cento.

Segundo a ONU, 14 nações que representam 12,58 por cento das emissões se comprometeram a se juntar ao pacto ainda em 2016, o que permitiria que a meta de 55 por cento de emissões globais de dióxido de carbono fosse alcançada.

"O que já pareceu impossível agora é inevitável. Tenho confiança de que, quando eu deixar o cargo, o Acordo de Paris terá entrado em vigor", disse Ban, cujo segundo mandato de cinco anos termina em 31 de dezembro, em um evento paralelo à Assembleia-Geral da ONU.

O pacto global vinculante pretende eliminar os gases de efeito estufa, mantendo o aumento das temperaturas mundiais "bem abaixo" dos 2 graus Celsius. Os cientistas alertam que os países devem ultrapassar esse teto se não adotarem ações drásticas.

O acordo de Paris recebeu um grande incentivo no início deste mês, quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega chinês, Xi Jinping, apresentaram seus planos de adesão ao entendimento. Os dois maiores emissores de poluentes do mundo são responsáveis por cerca de 40 por cento das emissões globais de gases de efeito estufa.

O presidente Michel Temer entregou nesta quarta a Ban Ki-Moon a ratificação brasileira do Acordo de Paris, com o compromisso assumido pelo paós de cortar as emissões de gases de efeito estufa em 37 por cento até 2025, com o indicativo de redução de 43 por cento até 2030, ambos em comparação aos níveis de 2005.

(Reportagem adicional de Valerie Volcovici)

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