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Steven Peguero, de Boston, espera pelo candidato republicano Donald Trump, no Merrill Auditorium, em Portland, no Maine, em 4 de agosto de 2016

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Em ato de campanha nesta quinta-feira (4), o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, atacou os imigrantes, os quais, segundo ele, representam uma ameaça terrorista para o território americano, citando vários países de maioria muçulmana.

"Centenas de refugiados, que vêm de territórios e dos países mais perigosos da terra, não? Temos de pôr fim a essa prática" - disse ele em Portland, no Maine (nordeste dos EUA).

"Deixamos entrar pessoas que vêm de países terroristas e que não deveriam ter esse direito, porque não podemos controlá-los", reiterou o candidato republicano.

"Não sabemos nada deles. Isso poderia ser o maior cavalo de Troia de todos os tempos", acrescentou.

Desde o ano passado, o empresário usa a imagem do cavalo de Troia para denunciar a acolhida de refugiados sírios nos Estados Unidos. Hoje, porém, atacou uma categoria maior, ao se referir aos imigrantes procedentes de países com maioria muçulmana.

Donald Trump citou o caso de um estudante marroquino detido nos Estados Unidos por tentar cometer um atentado, e o de um refugiado do Uzbequistão perseguido por ter tentado treinar recrutas na fabricação de bombas.

"Estamos tratando com animais", denunciou Trump.

O candidato também evocou detenções e condenações de pessoas originárias de Síria, Somália, Afeganistão, Filipinas, Iraque, Paquistão e Iêmen. Lembrou ainda de um setor "jihadista" na comunidade somali de Minnesota e lamentou que os Estados Unidos tenham acolhido como refugiados os irmãos Tsarnaev. A dupla foi responsável pelo atentado na maratona de Boston, em 2013.

"Vocês têm a opção entre serem inteligentes, astutos e duros, ou serem muito, muito idiotas e cegos", declarou Donald Trump.

"Hillary Clinton quer acolhê-los às centenas de milhares", disse aos correligionários.

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