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(Arquivo) A ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em Buenos Aires, no dia 29 de setembro de 2010

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A série de investigações judiciais contra ex-funcionários e empresários ligados ao governo de Cristina Kirchner prosseguia nesta segunda-feira com a citação do ex-ministro de Obras Públicas Julio De Vido, nove dias antes do depoimento da própria ex-presidente, em 13 de abril.

O juiz Claudio Bonadio citou o deputado Julio De Vido a prestar depoimento no dia 21 de abril, sobre o caso do acidente ferroviário que deixou 51 mortos em 2012.

Bonadio é o mesmo juiz que espera ouvir Cristina Kirchner no dia 13 de abril, sobre a ação de dano ao erário do Banco Central devido a operações de câmbio no mercado futuro.

No sábado, o ex-secretário de Transportes Ricardo Jaime foi preso por suposta malversação na compra de material ferroviário na Espanha e em Portugal, envolvendo vagões em mau estado.

Um empresário muito ligado a Kirchner, Lázaro Baez, também está na mira da justiça por supostas manobras financeiras ilegais, e o kirchnerismo já admite que vá preso se de fato cometeu crimes.

Sobre o depoimento de Cristina Kirchner, seus aliados consideram um "absurdo" e convocaram "uma manifestação que será algo muito grande" para o dia 13 de abril, anunciou o ex-chefe de gabinete Juan Abal Medina.

O kirchnerismo afirma que o juiz Bonadio age sob a orientação do presidente Mauricio Macri, líder da aliança de centro direita que derrotou o kirchnerismo.

Jaime já foi condenado em dezembro passado a seis anos de prisão pela chamada Tragédia do Bairro Onze, quando um trem de passageiros bateu contra uma estação.

No caso envolvendo Cristina Kirchner, o Banco Central tentou segurar a inflação, em 2015, com a venda de dólares no mercado futuro a 10,50 pesos, mas o governo Macri adotou uma desvalorização e agora precisa honrar os compromissos com o dólar a 15 pesos.

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