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O suspeito Ahmad Khan Rahami, em foto cedida pela Polícia de Nova Jersey

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Um americano de 28 anos nascido no Afeganistão foi detido nesta segunda-feira após uma ampla caçada por parte das autoridades, que o relacionaram com os ataques cometidos durante o fim de semana em Nova York e Nova Jersey.

Aumentando a tensão na zona, um ninho de explosivos foi descoberto no domingo na estação de trens de Elizabeth, Nova Jersey, onde mora o suspeito, a cerca de 25 km de Nova York.

Em um incidente separado, um somali-americano de 22 anos esfaqueou e feriu nove pessoas em um shopping no estado de Minnesota no sábado.

Isto é o que se sabe até agora sobre o caso:

Nova York e Nova Jersey

Ahmad Khan Rahami foi detido na segunda-feira após uma troca de tiros com a polícia, durante a qual ficou ferido.

Rahami era buscado para ser interrogado sobre o atentado a bomba cometido na noite de sábado no bairro de Chelsea em Nova York, que deixou 29 feridos, e o ataque na costa de Nova Jersey mais cedo, em que não houve feridos mas que levou ao cancelamento de uma corrida de caridade do Corpo de Fuzileiros Navais.

No domingo, um ninho de bombas foi encontrado na estação de trens de Elizabeth e desativado pelo FBI.

Após a explosão em Chelsea, uma bomba armada em uma panela de pressão foi descoberta a quatro quadras da estação, e também foi desativada.

As autoridades não esclareceram se Rahami tem vínculos com grupos extremistas no exterior.

Rahami trabalhava no restaurante de seus pais, o "First American Fried Chicken", segundo o jornal New York Times.

"Tivemos alguns problemas de aplicação da lei e queixas por barulhos", dado que o restaurante ficava aberto 24 horas por dia, informou o prefeito de Elizabeth.

A família de Rahami não respeitou a decisão da cidade. O pai e dois irmãos apresentaram uma ação judicial contra Elizabeth em 2012, mas os tribunais ordenaram que o restaurante fechasse às 22h.

Segundo o New York Times, a família Rahami alegava que era vítima de islamofobia.

Minnesota

O FBI disse que investiga os ataques no shopping St. Clud, Minnesota, como uma "potencial ação terrorista".

O presidente americano, Barack Obama, disse na segunda-feira que não parece haver conexão entre os ataques em Minnesota e os atentados em Nova York e Nova Jersey.

Nove pessoas foram feridas no sábado em St. Cloud, antes de um policial de folga atirar e matar o agressor, de 22 anos, identificado pelos meios locais como o somali-americano Dahir Adan.

Uma agência de notícias com laços com o grupo extremista Estado Islâmico disse que o ataque foi realizado por um dos seus "soldados".

A polícia de St. Cloud confirmou que, antes dos ataques, o agressor - que não foi oficialmente identificado - perguntou a algumas das vítimas se elas eram muçulmanas e fez "algumas referências a Alá".

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