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(Arquivo) Caixa com merluzas pescadas em Valparaíso, Chile, no dia 1º de outubro de 2015

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A pesca de merluza no Chile está "na UTI", advertiram nesta quinta-feira as autoridades durante a apresentação da proibição anual que estará em vigor durante setembro para proteger a espécie no seu período de maior reprodução.

Um peixe muito consumido no Chile, a merluza é uma das espécies mais expostas à superexploração e à pesca ilegal, dois fatores essenciais da situação crítica de conservação que afeta mais da metade das espécies marinhas a nível global.

"A pescaria da merluza está na UTI", a Unidade de Terapia Intensiva, disse o diretor do Serviço Nacional de Pesca e Aquicultura (Sernapesca) durante o lançamento da campanha "Paremos el Merluzeo".

A iniciativa, que acompanhará a proibição imposta de 1 a 30 de setembro entre a comuna de Coquimbo e a região de Bío-Bío (metade sul da costa chilena), pretende que a cidadania se conscientize sobre o perigo que a espécie corre e não compre o produto em pontos de venda ilegal durante esse período.

Três de cada quatro merluzas comercializadas no Chile provém da pesca legal, e neste ano as autoridades apreenderam cerca de 100 toneladas desse peixe no mercado negro.

Com o programa de pesca responsável, aplicando vetos e taxas, as autoridades esperam que a circulação da espécie se normalize em grande parte dos mais de 4.000 km de costa chilena, um processo que pode levar até 12 anos.

O fenômeno vai além do Chile: estudos recentes mostram que as populações de animais marinhos (mamíferos, aves, répteis e peixes) se reduziram pela metade desde os anos 1970 em consequência da pesca excessiva, da poluição e dos efeitos das mudanças climáticas.

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