Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, no dia 9 de março de 2017

(afp_tickers)

O presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o brasileiro Roberto Caldas, afirmou nesta segunda-feira na Cidade da Guatemala que a corrupção e os grupos criminosos são os maiores problemas que afetam os países do continente.

"A corrupção, o narcotráfico e as estruturas criminais complexas são hoje problemas que permeiam nosso estado de direito e contaminam" o continente, afirmou Caldas ao abrir o 57º período extraordinário de sessões da CIDH.

O organismo interamericano realizará suas sessões nesta semana para abordar os casos do Brasil, Colômbia, Honduras e Nicarágua.

Caldas acrescentou que a América é uma região que historicamente sofreu com problemas como "a colonização, ditaduras e guerras civis", mas que "construiu pontes para enfrentá-los".

"Nós somos uma região que constrói caminhos e pontes, não muros", disse, em uma crítica indireta à proposta do presidente americano, Donald Trump, de construir um muro na fronteira com o México.

Entre as atividades previstas pela CIDH está um fórum para debater o impacto da entidade na América Latina.

Também está previsto que os juízes visitem duas comunidades indígenas no norte da Guatemala para verificar o cumprimento das medidas de reparação ordenadas por massacres ocorridos durante a guerra civil (1960-1996).

"Este país teve um passado doloroso que deve ser recordado para poder construir o amanhã", apontou Caldas durante um ato no Palácio Nacional, que contou com a presença do presidente Jimmy Morales.

O conflito armado guatemalteco deixou cerca de 200.000 mortos e desaparecidos, segundo um relatório das Nações Unidas, que concluiu que a maioria das atrocidades foi cometida pelas forças de segurança do Estado.

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

AFP