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Um soldado indiano é visto em local de combate entre o exército e rebeldes, em Uri, no dia 18 de setembro de 2016

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Dezessete soldados indianos morreram neste domingo em um ataque de rebeldes fortemente armados contra uma base militar na parte indiana da região da Caxemira, o pior ataque deste tipo em anos nesta disputada zona do Himalaia.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, condenou o ataque no Twitter, classificando-o de "covarde ataque terrorista" e prometendo punir seus autores.

Nenhum grupo reivindicou até o momento este ataque, mas a Índia acusa regularmente os rebeldes baseados no Paquistão de cruzar a Linha de Controle (LOC) que separa os dois países para atacar suas forças.

Os criminosos, armados com fuzis e granadas, conseguiram se infiltrar antes do amanhecer em uma base de infantaria indiana situada em Uri, onde se encontram mobilizados centenas de militares indianos. Depois abriram fogo, segundo um responsável militar.

Quatro rebeldes morreram durante os confrontos, segundo um comunicado do exército.

Trata-se do pior ataque cometido há anos nesta região, onde explodiu uma rebelião armada contra Nova Délhi em 1969 que deixou milhares de mortos, em sua maioria civis, e chega num momento de intensificação da violência na Caxemira indiana.

A morte no dia 8 de julho do carismático rebelde Burhan Wani, nas mãos das forças de segurança indianas, incendiou a região. Em pouco mais de dois meses, 87 civis morreram e milhares ficaram feridos em protestos contra o governo indiano.

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