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(Arquivo) Martin Roth, em Londres, no dia 6 de julho de 2016

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O alemão Martin Roth, que dirigia desde 2011 o Victoria & Albert Museum de Londres, explicou que deixava seu posto para se envolver na luta contra os nacionalismos na Europa, após a vitória do Brexit no Reino Unido.

Na semana passada havia anunciado sua renúncia e na sexta-feira à noite considerou, na emissora de rádio BBC, que após a decisão dos britânicos de abandonar a União Europeia (UE) será mais difícil trabalhar com as instituições no exterior.

"Amo verdadeiramente este país, amo Londres, amo viver aqui", disse Roth, de 61 anos. Mas "as modalidades e as condições mudam", afirmou.

"É pior. Isso acaba de começar no Reino Unido, mas o novo nacionalismo está por toda parte, é um movimento de direita na Alemanha, está na França, na Holanda, está por toda parte e penso que devemos fazer algo, é uma das razões pelas quais vou embora", explicou.

Disse temer que o Reino Unido acabe entrando em colapso. "Não quero falar da 'pequena Inglaterra', mas isso vai mudar. Já está acontecendo".

Segundo ele, quando a Grã-Bretanha tiver abandonado de forma efetiva a UE, será mais difícil para os museus trabalhar com outras instituições no exterior e compartilhar exposições.

Antes da criação da UE "era mais difícil trabalhar com outros países, com outros museus. Isso implica o contexto legal, os impostos, o comércio e muito mais".

"As fronteiras abertas oferecem uma situação completamente diferente", ressaltou.

Martin Roch anunciou que se tornará presidente do Instituto de Relações Internacionais, com sede em Stuttgart, Alemanha.

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