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Um mosquito Aedes aegypti é visto em um laboratório, em San Salvador, no dia 27 de janeiro de 2016

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As autoridades sanitárias de El Salvador confirmaram nesta terça-feira o primeiro caso de microcefalia relacionada com o vírus da zika no país.

A ministra da Saúde, Violeta Menjívar, afirmou que o bebê, cuja família mora no departamento central de La Paz, nasceu em abril passado com microcefalia, mas que a relação entre a malformação e o zika só foi confirmada recentemente.

Entre novembro passado, quando o vírus foi detectado no país pela primeira vez, e a primeira semana de junho, o Ministério da Saúde registrou 274 casos de mulheres grávidas com suspeita de zika, das quais 118 já deram à luz bebês sem microcefalia, e 10.476 casos de contaminação pelo vírus.

"Estamos monitorando constantemente as mulheres grávidas com suspeita de zika, há um protocolo médico para oferecer a elas toda a atenção necessária", disse Menjívar.

No Brasil, o país mais afetado, foram detectados 1489 casos de microcefalia desde o início da epidemia de zika, em outubro passado.

Menjívar lembrou que, além do Brasil, outros países da região registraram casos dessa malformação, como Colômbia, Estados Unidos, Panamá, Porto Rico e Martinica.

O Ministério da Saúde salvadorenho mantém, junto com a Proteção Civil e as prefeituras, um plano de eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão do zika, da dengue e do chikungunya.

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