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A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, discursa em Springfield, Illinois, no dia 13 de julho de 2016

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A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira (14) aos latinos, um de seus eleitorados mais leais, que se registrem para votar na eleição à presidência, após a divulgação da pesquisa CBS/NYT, que mostra um empate com o republicano Donald Trump.

"Eu vejo, escuto e estou com vocês. E, juntos, devemos enviar uma sonora mensagem a Donald Trump em novembro, e ganhar um decisivo mandato contra a demagogia e o medo", disse Hillary a uma plateia de ativistas e de líderes latinos em Washington.

A duas semanas de ser oficializada como a candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, a ex-secretária de Estado advertiu os eleitores latinos de que "não é suficiente reclamar". Ela convocou todos a "inspirar um nível de participação nas urnas para ganhar a eleição com folga".

A Convenção Nacional Democrata será realizada de 25 a 28 de julho, na Filadélfia.

Outrora considerada franca favorita, Hillary vê seus níveis de confiança se deteriorarem, após o escândalo pelo uso de um servidor pessoal de e-mails, quando dirigia o Departamento de Estado. Agora, caminha cabeça a cabeça com Trump, às vésperas das convenções partidárias.

O republicano, que deve ser anunciado oficialmente como candidato na Convenção Nacional do partido de 18 a 21 de julho, tem 40% das intenções de voto, mesmo índice da democrata, aponta a pesquisa CBS/The New York Times. Em junho, Hillary Clinton registrava uma vantagem de seis pontos: 43% a 37%.

Em uma campanha marcada por tensões raciais e pela raiva da classe trabalhadora branca com mudanças socioeconômicas que afetaram o emprego, Hillary é apoiada pelas minorias: mulheres, negros e hispânicos.

Na assembleia da League of United Latin American Citizens (LULAC), a organização mais antiga dos direitos civis de hispânicos nos EUA, Hillary Clinton reiterou sua promessa de apoiar os pequenos empresários latinos e apresentar ao Congresso, no primeiros 100 dias de seu eventual governo, uma reforma migratória que inclua um caminho para a cidadania dos imigrantes em situação ilegal no país.

Segundo ela, um voto latino em massa pode permitir eleger um Congresso que "efetivamente aprove a reforma migratória", bloqueada pela atual maioria republicana.

Hillary Clinton atacou o "temperamentalmente incapaz" Trump por sua promessa de deportar os 11 milhões que vivem de maneira clandestina nos Estados Unidos e que são, em sua maioria, de origem latino-americana.

"Fala de desfazer um valor fundamental da nossa nação", insistiu, classificando a campanha do republicano como "a mais dividida de nossas vidas".

Os hispânicos são o grupo eleitoral que mais cresce nos Estados Unidos: quase 30 milhões são esperados para votar em 8 de novembro.

O abstencionismo é muito mais comum, porém, entre eles: metade não votou nas eleições de 2012, contra um terço dos afro-americanos e dos brancos, segundo o Pew Research Institute.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela America's Voice e realizada pela organização Latino Decisions, 74% dos eleitores latinos votarão em Hillary Clinton em novembro, contra 16% em Donald Trump.

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