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(Arquivo) Larvas do mosquito Aedes aegypti são vistas em Miami, no dia 7 de junho de 2016

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As autoridades sanitárias dos Estados Unidos fizeram na terça-feira um novo pedido para que o Congresso aprove fundos suplementares para combater o vírus zika, em um momento em que os recursos financeiros estão quase esgotados.

"Os fundos destinados à pesquisa sobre o zika, à prevenção e aos programas de controle e vigilância de mosquitos vetores da infecção estão quase esgotados", disse à imprensa Beth Bell, diretora do Centro Nacional de Doenças Infecciosas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

"Sem recursos adicionais do Congresso antes do final do ano fiscal, em 30 de setembro, as atividades essenciais para a saúde pública poderiam se tornar impossíveis", advertiu a especialista, citando uma pesquisa sobre as vacinas, os testes de detecção, os efeitos do vírus em mulheres grávidas e os programas de controle de mosquitos.

O zika implica um maior risco para as mulheres grávidas, visto que pode causar malformações congênitas em fetos em desenvolvimento, como a microcefalia.

Na semana passada, os senadores democratas se opuseram - pela terceira vez - à aprovação de uma lei que destinaria US$ 1,1 bilhão para lutar contra o zika, depois de os republicanos inseriram medidas para eliminar o financiamento de programas de planejamento familiar, que facilitam o aborto.

Os Estados Unidos já registram 18 bebês nascidos com malformações congênitas associadas ao zika e mais de 18.800 pessoas infectadas pelo vírus (15.800 em Porto Rico), e o risco de transmissão endêmica através do mosquito Aedes aegypti aumentou desde o início do verão, principalmente na Flórida (sudeste), que já detectou 771 casos, entre eles 86 grávidas.

"A não aprovação de novos fundos colocará o povo americano em risco desnecessariamente e resultará em mais contágios de zika, e potencialmente no nascimento de mais bebês com microcefalia e outras malformações congênitas", disse Bell.

Após solicitar sem sucesso mais fundos em fevereiro passado, o presidente Barack Obama recorreu a recursos destinados a outras doenças, como o ebola, para combater o zika.

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