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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, no dia 11 de setembro de 2016

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Os Estados Unidos alcançaram um acordo recorde de 38 bilhões de dólares para fornecer a Israel ajuda militar nos próximos dez anos, a partir de 2019 - anunciaram o departamento de Estado americano e um alto funcionário israelense nesta terça-feira.

O memorando de entendimento será firmado amanhã e "constitui o maior compromisso de assistência militar bilateral da história dos Estados Unidos", destacou o Departamento, sem dar detalhes sobre o montante dessa cooperação militar.

Um alto funcionário israelense informou que o acordo totalizará 38 bilhões de dólares no prazo de dez anos, superando os atuais 3,1 bilhões de dólares entregues a cada ano por Washington a seu aliado estratégico.

O acordo em vigor expira em 2018.

O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reivindicava um aumento considerável da ajuda americana. A imprensa israelense chegou a falar em US$ 5 bilhões anuais durante dez anos, no lugar dos atuais US$ 3 bilhões.

O próprio Netanyahu afirmou publicamente que a ajuda americana aumentará, devido à entrada em vigor, em janeiro passado, do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

Esse texto, que garante a natureza pacífica do programa iraniano, implica na suspensão das sanções internacionais contra a República Islâmica e na injeção de milhões de dólares na economia iraniano, o que equivale, segundo Netanyahu, uma ameaça maior contra Israel.

As discussões entre israelenses e americanos acontecem em um clima de particular desconfiança. Há anos, esse mal-estar vem caracterizando as relações entre os governos do presidente Barack Obama e de Benjamin Netanyahu.

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