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O presidente da Bolívia, Evo Morales, em sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no dia 21 de setembro de 2016

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse na sede da ONU nesta quinta-feira (22) que não pretende se candidatar a um novo mandato presidencial após o fim de sua atual gestão, em janeiro de 2020.

"Não entendem que aqui estamos insinuando modificar a Constituição novamente por meio de um referendo", expressou o mandatário boliviano em coletiva de imprensa, onde reafirmou que "minha gestão constitucional acaba em 22 de janeiro de 2020".

Em fevereiro passado, Morales buscou inutilmente, mediante um referendo, se reeleger a partir de uma reforma constitucional, mas nesta quinta-feira afirmou que essa proposta não partiu dele.

"Não foi uma proposta de Evo este referendo para modificar a Constituição", assegurou.

O presidente boliviano disse que se sentia "conformado e satisfeito" com sua gestão à frente do país. "Quero bater todos os recordes desde a fundação da república. Estou feliz. Quero ser o melhor presidente" que a Bolívia já teve, assinalou.

Morales foi eleito em janeiro de 2006 e posteriormente foi reeleito em duas oportunidades, iniciando seus mandatos em 2010 e 2015.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, Evo Morales retomou suas duras críticas à gestão de Luis Almagro no comando da Organização dos Estados Americanos (OEA), a quem já havia atacado no dia anterior, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, por tomar decisões sem a ordem dos países do grupo.

Alamagro "é um secretário. Não é o presidente e não tem um cargo executivo", disse, acrescentando que a Bolívia, não pretende iniciar qualquer iniciativa para uma "destituição" de Almagro. "Mas acreditamos que deveria ser feita uma profunda reflexão".

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