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(Arquivo) O presidente boliviano, Evo Morales, em La Paz, no dia 24 de fevereiro de 2016

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O presidente boliviano, Evo Morales, se submeteu a um exame de DNA sobre a paternidade de um suposto filho com sua ex-companheira Gabriela Zapata, informou o advogado do governante.

"O senhor presidente Evo Morales, como qualquer cidadão cumpridor das leis, se apresentou e realizou o teste determinado pelo juiz", assinalou o advogado Gastón Velásquez.

Morales foi à sede do Instituto de Investigações Forenses (IDIF), que pela lei é o responsável por realizar o teste de DNA.

Velásquez esclareceu que Zapata se negou a realizar o teste e a apresentar o suposto filho para exame.

Um juiz pediu a realização de exames de paternidade envolvendo o menino, a mãe e o governante, após a explosão em fevereiro de um escândalo com tons novelescos sobre a relação sentimental.

O presidente reconheceu que em 2007 teve um relacionamento com Zapata e que pouco tempo depois um menino nasceu, mas que ele faleceu, embora posteriormente o governismo tenha apresentado a versão de que o menor nunca existiu, enquanto Zapata permaneceu firme com sua alegação de que o menino vivia.

Zapata, ex-gerente da empresa chinesa CAMC, com milionários contratos com o Estado boliviano, está detida por acusações de legitimação de lucros ilícitos e enriquecimento ilícito. O próprio governo reconheceu que ela despachava irregularmente a partir de dependências públicas.

Diante da versão de que havia um filho, Morales apresentou há algumas semanas uma demanda contra Zapata para que o menor fosse apresentado.

Zapata disse há duas semanas que seu filho foi apresentado a um juiz, mas o advogado do presidente disse não ter conhecimento formal do fato.

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