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Socorristas trabalham para liberar via férrea, após acidente de trem na Espanha, em 10 de setembro de 2016

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As autoridades espanholas investigavam neste sábado (10) as causas do acidente de trem que deixou quatro mortos na Galícia (noroeste), na sexta-feira, e que pode ter sido causado por excesso de velocidade.

Os operários retiraram a caixa-preta da máquina, que está nas mãos de um tribunal de Porriño, localidade onde tudo aconteceu.

O acidente aconteceu por volta das 9h25 locais (4h25 de Brasília), quando o trem entrava na estação de Porriño, ao sul de Vigo, perto da fronteira com Portugal. O trem se acidentou depois de se desviar para uma via secundária, devido a obras de manutenção nas vias principais da estação dessa cidade. O vagão frontal, que virou completamente, colidiu-se contra uma torre de energia.

Havia 65 pessoas a bordo.

As vítimas fatais foram o maquinista, de nacionalidade portuguesa, dois espanhóis (o responsável pela composição e um jovem natural de Vigo) e um turista americano.

Além disso, pelo menos 47 pessoas ficaram feridas, entre elas 26 espanhóis, dois argentinos, dois brasileiros, dois uruguaios, e um chileno. Dez dos feridos continuavam internados em hospitais de Vigo neste sábado, de acordo com autoridades regionais.

"Apontam-se possibilidades da causa do sinistro e, como mais provável, está o excesso de velocidade", disse à imprensa a prefeita de Porriño, Eva García de la Torre, acrescentando que é preciso esperar as conclusões da investigação oficial.

Ontem, o ministro espanhol do Fomento, Rafael Catalá, mencionou os "trabalhos de manutenção de rotina" que estavam sendo realizados nas vias e destacou que o consequente desvio "obriga (...) a que haja uma redução da velocidade".

A velocidade na via secundária está limitada a 30 km/h. Normalmente, os trens passam pelas vias principais da estação de Porriño a uma velocidade de até 120 km/h.

"O trem não pode continuar passando pelo centro da cidade a essa velocidade", denunciou a prefeita dessa localidade de cerca de 20.000 habitantes.

O trem, da década de 1980, conta com um sistema de segurança básico, o qual não freia o aparelho, se o maquinista não reduzir a velocidade até o limite autorizado. No sistema digital, mais moderno, isso já acontece.

Desde 2013, para encurtar o tempo da viagem, o trem Vigo-Porto não faz mais paradas em Porriño.

Nesta tarde, o tráfego ferroviário foi retomado nessa linha, depois que os operários liberaram as vias.

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