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(Fevereiro) Combatentes das Farc em um campo na Colômbia

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A guerrilha das Farc mostrou-se aberta, nesta sexta-feira, para que se consulte "o povo" colombiano no acordo de paz que está em vias de ser fechado em Cuba, após rejeitar por anos o plano do governo de submeter a plebiscito o resultado da negociação.

"Ninguém afirmou que não se deve consultar o povo sobre o resultado da negociação. Mas queremos fazê-lo bem; ou seja, quando os colombianos receberem a boa notícia de que o processo tenha terminado e as expectativas tenham sido atendidas", declarou Iván Márquez, chefe da delegação de paz das Farc, em um comunicado lido à imprensa.

A organização comunista, que está negociando os pontos finais de um acordo para entregar as armas depois de meio século de conflito com o Estado, não deu mais pistas sobre o tipo de consulta que estaria disposta a apoiar.

Contudo, desde o início rejeitou o empenho do presidente Juan Manuel Santos de levar a plebiscito o acordo final de paz - por considerá-lo uma iniciativa unilateral - e em seu lugar apresentou uma Assembleia Constituinte como mecanismo de referendamento dos acordos.

A Constituição da Colômbia prevê vários mecanismos através dos quais os eleitores podem se pronunciar sobre uma decisão do governo (plebiscito), assuntos de interesse nacional ou local (consulta popular) ou para aprovar ou derrubar uma lei (referendo).

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