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O líder das Farc,  Timoléon  Jiménez, em Havana, no dia 23 de junho de 2016

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A guerrilha das Farc, que suprimiu na segunda-feira seu "imposto de guerra" na Colômbia, pediu nesta quarta que o governo adote uma medida similar e reoriente sua política para o investimento social.

A decisão insurgente "deve levar o governo nacional a reorientar sua política fiscal, suspendendo qualquer imposto destinado à guerra, priorizando o investimento social e garantindo os recursos necessários para enfrentar os desafios da implementação do acertado no processo de paz", assinala um comunicado enviado à AFP.

Na segunda-feira, Timoléon Jiménez (Timochenko), chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou o fim do imposto cobrado pela guerrilha em entrevista à agência colombiana Prensa Rural.

Timochenko explicou que as Farc utilizavam o imposto como forma de financiamento e que "com o que já temos (em recursos) será possível chegar ao final do acordo" de paz que é negociado em Havana desde novembro de 2012.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, qualificou a decisão das Farc de suspender o imposto de "passo importantíssimo" para o fim do conflito.

O comunicado da delegação das Farc em Havana destaca que a suspensão da cobrança do imposto "é imediata para todas as estruturas da organização".

No dia 23 de junho, as Farc e o governo colombiano acertaram as condições do cessar-fogo bilateral e definitivo, e a entrega de armas dos rebeldes.

Atualmente, são negociados assuntos pendentes após os acordos parciais sobre os seis pontos da agenda: tema agrário, indenização das vítimas, participação política, narcotráfico, abandono das armas e validação do acordo final de paz.

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