AFP

Imagem da NASA Earth Observatory obtida em 22 de setembro de 2016 pela aeronave HU-25A Guardian, em 2 de setembro de 2016, mostra as geleiras Brückner e Heim, na Groenlândia

(afp_tickers)

A camada de gelo altamente instável da Groenlândia está derretendo 7,6% mais rápido do que se pensava - disseram cientistas esta semana, depois de descobrirem um ponto sob a superfície da Terra que estava distorcendo seus cálculos.

Publicado na revista Science Advances, o estudo gera preocupações sobre o impacto crescente do derretimento do gelo na subida do nível do mar, uma vez que a Groenlândia é a segunda maior camada de gelo do mundo, depois da camada da Antártica.

De 2003 a 2013, a Groenlândia perdeu 2.700 gigatons (2.700 bilhões de toneladas métricas) de gelo, e não 2.500 gigatons como se pensava anteriormente.

Isso significa que a camada de gelo está perdendo anualmente cerca de 20 gigatons a mais do que afirmam as estimativas mais recentes.

A diferença de 7,6% foi descrita como "uma correção bastante modesta" pelo autor do estudo Michael Bevis, professor de Ciências da Terra da Universidade Estadual de Ohio.

"Isso não muda tanto as nossas estimativas de perda total de massa em toda a Groenlândia", ressaltou Bevis.

"Mas isso traz uma mudança mais significativa para o nosso entendimento de em que parte da camada de gelo essa perda aconteceu, e onde ela está acontecendo agora", acrescentou.

Usando dados de satélite, os pesquisadores descobriram que uma coluna quente de rocha parcialmente derretida no manto da Terra - que também alimenta os vulcões da Islândia - tinha suavizado a rocha sob a Groenlândia de uma maneira que levou os cientistas a subestimarem o derretimento.

Bevis descreveu a camada de gelo da Groenlândia como a "mais instável" do mundo e disse que as pesquisas mais recentes vão "levar a projeções mais bem informadas de aumento do nível do mar".

afp_tickers

 AFP