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A candidata democrata à Presidência americana, Hillary Clinton, em Charlotte, Carolina do Norte, no dia 8 de setembro de 2016

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A candidata democrata à Presidência americana, Hillary Clinton, prometeu nesta quinta-feira (8) que trabalhará com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para preservar a "vantagem militar" estratégica do Estado hebreu.

"Muito rapidamente, depois da minha posse, convidarei o primeiro-ministro (israelense) para reuniões em Washington e enviarei meus chefes dos Estado-Maior e meus especialistas em matéria de Inteligência a Israel para encontrar seus homólogos", declarou a democrata em uma entrevista divulgada hoje pela rede de televisão israelense Channel Two.

"O que temos de fazer, antes de tudo, é manter a vantagem militar qualitativa" de Israel, acrescentou.

Os Estados Unidos e Israel negociam há vários meses os termos de um novo programa de ajuda militar americana ao Estado hebreu para dez anos. Da ordem de 2,7 bilhões de euros anuais, o programa em vigor expira em 2018.

O premiê israelense espera que os EUA aumentem ainda mais sua ajuda militar.

Na entrevista, Hillary também considerou que a ideia de uma possível vitória de seu oponente republicano, o magnata Donald Trump, deveria ser motivo de preocupação para todos os israelenses.

"Sua compreensão dos maiores perigos para a região deveria preocupar todos os israelenses, qualquer que seja seu posicionamento no espectro político", alertou.

"Usar a arma nuclear contra o grupo Estado Islâmico (...) não conhecer a diferença entre o Hezbollah e o Hamas, como isso pode ajudar Israel"?!

Ela acusou seu rival de não tentar limitar a influência do presidente russo, Vladimir Putin, na Síria, dando a ele, pelo contrário, "carta branca".

A Rússia intervém militarmente na Síria, em apoio ao governo do presidente Bashar al-Assad.

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