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A candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, faz campanha em Greensboro, Carolina do Norte, no dia 15 de setembro de 2016

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A candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, retomou sua campanha nesta quinta-feira (15), depois de ficar de repouso por causa de uma pneumonia e no mesmo dia em que seu adversário republicano, Donald Trump, propôs uma meta de crescimento econômico de 4% ao ano.

"É muito bom estar novamente em campanha. Como faltam dois meses para as eleições, ficar sentada em casa era a última coisa que queria fazer", disse Hillary a estudantes de uma universidade na Carolina do Norte, antes de seguir para Washington.

"Terminarei a campanha como iniciei minha carreira e como assumirei a presidência, se tiver esta honra: ajudando as crianças e as famílias".

"Propomos ideias, não insultos", disse Clinton durante um discurso relativamente curto em Greensboro, antes de apertar as mãos de vários seguidores.

Hillary anunciou novos comícios para a próxima semana, em Estados onde Trump se aproxima da candidata democrata.

A candidata justificou não ter informado que estava com pneumonia alegando que "muita gente trabalha doente" e que "não queria parar".

No último domingo, Hillary teve de ser amparada ao deixar a cerimônia em homenagem às vítimas do 11 de Setembro, em Nova York. Logo depois, sua equipe divulgou que, três dias antes, ela havia sido diagnosticada com uma pneumonia.

Após o ato público desta quinta-feira (15), em um breve contato com a imprensa, Hillary disse que sua equipe mais próxima sabia que ela estava com pneumonia, mas assegurou que decidiu minimizar o problema para não interromper sua campanha.

"É uma doença que muita gente simplesmente segue em frente, e foi o que eu pensei em fazer. Não queria parar. Não queria deixar a campanha (...) Não funcionou", reconheceu a ex-secretária de Estado.

Na quarta-feira (14), a médica que a atende, Lisa Bardack, divulgou à imprensa um comunicado de duas páginas, afirmando que Hillary se recuperava de uma pneumonia "leve, não contagiosa", mas que está "apta para servir" como presidente.

Trump faz planos sobre economia

Nos três dias em que a candidata esteve fora de combate, Trump multiplicou suas aparições públicas e, hoje, apresentou em linhas gerais seu programa econômico para criar 25 milhões de postos de trabalho em uma década.

"Se baixarmos os impostos, removermos a regulação destrutiva, liberarmos o tesouro da energia americana e negociarmos acordos comerciais que levem o país para frente, não haverá limite para o número de postos de trabalho que iremos criar", disse.

De acordo com o plano apresentado nesta quinta (15), a expectativa é que os Estados Unidos tenham um crescimento econômico de 3,5% ao ano durante uma década, mas o republicano afirmou que espera ainda mais.

"É o momento de estabelecer uma meta de 4% de crescimento anual", sentenciou.

Nesse mesmo dia, a equipe de campanha do magnata nova-iorquino divulgou uma carta assinada por seu médico pessoal desde 1980, Harold Bornstein, onde afirma categoricamente que o empresário goza de uma "excelente saúde física".

O documento revelou que Trump toma apenas remédios para reduzir o colesterol e aspirinas em pequenas doses, enquanto outros exames laboratoriais apresentaram resultados considerados normais.

De acordo com Bornstein, Trump pesa atualmente 107 kg, sugerindo um quadro de sobrepeso, ainda que meça 1,90 m, mas menciona que não fuma, nem bebe.

"Em suma, o senhor Trump goza de uma excelente saúde física", expressou o médico.

Disputa voto a voto

Em meio às polêmicas sobre a saúde dos candidatos, Hillary precisa retornar à campanha, já que as pesquisas continuam mostrando uma disputa cada vez mais acirrada.

Uma pesquisa da rede CBS e do jornal The New York Times divulgada nesta quinta mostra ambos os candidatos praticamente em empate técnico, com 44% para Hillary Clinton, e 42% para Trump.

Quando a pesquisa inclui no questionário os outros dois candidatos minoritários em disputa - o libertário Gary Johnson e a ambientalista Jill Stein - Hillary e Trump aparecem com 42% cada.

Um estudo da CBS/NYT também mostrou uma enorme divisão de gênero na disputa eleitoral: Trump tem uma vantagem de dois dígitos no eleitorado masculino, enquanto Hillary tem superioridade equivalente entre as mulheres.

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