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Um morador de rua é visto em San Francisco, Califórnia, no dia 28 de junho de 2016

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Homens afro-americanos pobres correm quase três vezes mais riscos de morrer do que homens negros que estão acima da linha de pobreza nos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa publicada na segunda-feira na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine.

Os resultados se baseiam em um estudo sobre envelhecimento saudável que recrutou 3.720 participantes, incluindo homens e mulheres negros e brancos de várias faixas de renda, com idade média de 48 anos.

Homens afro-americanos em situação de pobreza tiveram um risco de morte 2,7 vezes maior do que os homens afro-americanos que não são pobres, segundo os pesquisadores. As principais causas de morte foram doenças cardíacas e câncer.

Tal disparidade não foi observada entre os homens brancos.

Homens brancos pobres enfrentavam praticamente o mesmo risco de morrer do que homens brancos acima da linha da pobreza, segundo o estudo.

Entre as mulheres, tanto as negras como as brancas em situação de pobreza tinham cerca de duas vezes mais chances de morrerem jovens do que as que não eram pobres.

O estudo, liderado por Alan Zonderman do Instituto Nacional para o Envelhecimento, definiu a linha de pobreza em uma renda de até 24.000 dólares por ano para uma família de quatro pessoas.

O governo define a pobreza como uma renda anual menor que 24.300 dólares para uma família de quatro membros ou menor que 11.880 dólares para uma pessoa.

"Homens afro-americanos são temidos e marginalizados na sociedade americana. Este ostracismo durante toda a vida aumenta os resultados negativos na educação, emprego e na interação com o sistema de justiça criminal", disse Zonderman.

"A pobreza resultante é um fator de risco virulento para a saúde dos homens afro-americanos", completou.

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