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(Arquivo) As autoridades de Miami identificaram nesta sexta-feira (22) o policial que atirou em um terapeuta negro desarmado que estava deitado no chão, com as mãos para o alto, tentando convencer seu paciente autista que saiu para o meio da rua

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As autoridades de Miami identificaram nesta sexta-feira (22) o policial que atirou em um terapeuta negro desarmado que estava deitado no chão, com as mãos para o alto, tentando convencer seu paciente autista que saiu para o meio da rua.

A polícia da cidade de North Miami (Flórida, sudeste dos EUA) identificou o oficial Jonathan Aledda, 30 anos, como o autor do disparo na segunda-feira (18) contra o terapeuta Charles Kinsey.

Assim como Aledda, o comandante Emile Hollant também está suspenso sem remuneração por aparentemente fornecer informação falsa sobre o incidente, disseram as autoridades em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

"Asseguro a vocês que iremos onde quer que a verdade nos leve e que as autoridades apropriadas tomarão as decisões necessárias", disse o prefeito de North Miami, Smith Joseph, em coletiva de imprensa.

Kinsey, que se recupera bem do tiro em uma perna, tentava levar de volta para a casa de cuidados onde trabalhava um homem autista que estava desorientado, sentado no meio da rua e brincando com um caminhão de plástico.

Na noite de quinta-feira (21), um grupo de manifestantes protestou em frente ao departamento de polícia de North Miami e cantaram mensagens em inglês, espanhol e crioulo do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

MacTown, a casa de cuidados para pessoas com deficiência onde Kinsey trabalha, classificou seu funcionário como um "herói especial" em um comunicado na quinta-feira.

"Charles é um homem honesto, dedicado e muito trabalhador, que fez o que pôde para reduzir a tensão em uma situação muito perigosa, enquanto obedecia as ordens do Departamento de Polícia de North Miami", assinalou.

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