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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner e o filho, o deputado Maximo Kirchner, em Buenos Aires em dezembro de 2015

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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner e seu filho, o deputado Máximo Kirchner, passaram a ser investigados nesta segunda-feira por supostas irregularidades em um negócio imobiliário familiar, revelaram fontes judiciais.

Esta é a segunda ação judicial contra a ex-presidente peronista, após ser acusada por sua política cambial através do Banco Central (BC) no final de seu mandato.

O novo caso foi apresentado pelo promotor federal Carlos Rívolo e envolve transações obscuras na empresa imobiliária Los Sauces, que aluga prédios e terrenos na província de Santa Cruz, 2.800 km ao sul de Buenos Aires.

A denúncia foi apresentada pela deputada do pequeno partido social democrata GEN Margarita Stolbizer, aliada ao presidente de centro direita Mauricio Macri.

Assim como ocorreu no caso da venda de dólares no mercado futuro pelo BC, o processo está nas mãos do juiz federal Claudio Bonadio.

A primeira ação contra Kirchner envolve a venda de dólares no mercado futuro em setembro de 2015, por 10,50 pesos, apenas um pouco acima da cotação da época, de 9,60 pesos.

Kirchner alega que o propósito era desalentar expectativas de desvalorização e segurar o preço do dólar.

Em 17 de dezembro, Macri promoveu uma desvalorização que levou o dólar a 15 pesos. O Banco Central, agora sob administração macrista, deve honrar os contratos futuros quase 50% mais caros, com sério prejuízo para o Tesouro.

O kirchnerismo argumenta que não se pode judicializar uma política monetária contra a desvalorização.

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