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Estudante é visto durante confronto com a polícia, em Santiago, no dia 9 de junho de 2016

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Com barricadas e protestos espontâneos, que ativaram a intervenção policial, estudantes chilenos protagonizaram nesta quarta-feira, em Santiago, uma jornada de protestos para exigir que o governo de Michelle Bachelet acelere a implementação de uma reforma para estabelecer a gratuidade universal.

As manifestações foram realizadas em distintos pontos do centro de Santiago, diante da negativa das autoridades de permitir um protesto solicitado pelas associações de estudantes secundários.

"Estas manifestações não foram autorizadas, entre outras coisas, porque não davam garantias de desenvolverem-se em condições pacíficas, que é o que se espera de qualquer protesto ou mobilização", afirmou o ministro porta-voz do governo, Marcelo Díaz.

Os protestos são marcados na intenção dos grêmios estudantis de aumentar seu plano de luta a dias de o governo enviar ao Congresso o projeto de lei que estabelece as bases que serão aplicada para a educação superior a nível nacional.

No fim da tarde desta quarta se espera um vigília em frente ao edifício da Intendência de Santiago - a alguns passos da sede do governo, La Moneda - como protesto diante do fato de terem negado a manifestação imposta pelas autoridades.

Em 2016, cerca de 145.000 estudantes universitários inauguraram a educação gratuita após décadas sem esse benefício, em uníssono da realização de uma lei que proíbe em etapas a obtenção de lucros e seleção de estudantes nas escolas primárias e secundárias, a primeira parte da reforma educacional da presidente Michelle Bachelet.

Com a promessa de substituir o atual sistema educacional chileno herdado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), Bachelet conseguiu a reeleição e iniciou seu segundo mandato em março de 2014.

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