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(Arquivo) A logo da Volkswagen é vista em Wolfsburg, Alemanha, no dia 9 de novembro de 2015

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Um juiz americano solicitou à fabricante alemã Volkswagen a apresentação, antes de 24 de outubro, de um plano para reparar motores de 3 litros fraudados, sob pena de enfrentar um julgamento.

A Volkswagen (VW), entretanto, anunciou um acordo de princípios com suas concessionárias pelo prejuízo causado com as vendas de carros com os motores adulterados para dissimular emissões de gases poluentes abaixo do permitido por lei.

Em uma audiência, o juiz distrital de São Francisco Charles Breyer disse aos advogados da campanha que a falta de acordo sobre as reparações o levaria a iniciar um julgamento em meado do ano que vem.

"Quero contar com um real sentido de urgência", disse o magistrado.

A VW conseguiu no mês passado um acordo preliminar para compensar os proprietários de 480.000 automóveis a diesel de dois litros. A empresa declarou estar disposta a destinar 14,7 bilhões de dólares para indenizá-los.

Essa quantidade de automóveis é a maior parte dos veículos afetados nos Estados Unidos pelos dispositivos descobertos no ano passado.

A VW ainda precisa chegar a um acordo com os donos de outros 80.000 veículos com motores de três litros.

"A VW ainda acredita que pode reparar os automóveis sem prejudicar seu desempenho", disse na audiência Robert Giuffra, um dos advogados da empresa.

Giuffra acredita que apresentará em novembro uma solução para reparar os veículos de três litros, mas o juiz lhe ordenou apresentá-la antes de 24 de outubro.

Advogados de várias partes disseram na audiência que se chegou a um "acordo de princípios" entre a VW e 652 vendedores pelas perdas causadas pelo escândalo.

Não foram revelados os valores do acordo.

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