AFP

Refugiados sírios são vistos em Idomeni, Grécia, no dia 18 de abril de 2016

(afp_tickers)

A maioria dos europeus considera que a afluência de refugiados sobre o continente aumenta o risco de atentados, e uma grande porcentagem se preocupa com os efeitos da imigração sobre o emprego, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo instituto americano Pew Research.

Em oito dos dez países examinados, que representam 80% da população europeia, ao menos metade dos entrevistados acredita que a chegada de demandantes de asilo "aumenta o risco terrorista". Mais de um milhão de refugiados se registraram na Europa em 2015, muitos fugindo da guerra na Síria.

A porcentagem de pessoas que fazem uma ligação entre refugiados e risco terrorista alcança o recorde na Hungria e na Polônia (com 76% e 71%, respectivamente), países que proporcionalmente acolheram poucos imigrantes e nos quais os governos adotaram duras medidas a respeito dos refugiados.

Os alemães, que são com diferença aqueles que receberam mais demandantes de asilo, compartilham 61% desta opinião, os italianos, 60%, e os britânicos, 52%.

Paradoxalmente, na França, um país duramente atingido por atentados em 2015, uma maioria (51%) não compartilha desta opinião.

De forma geral, "a crise dos refugiados e a ameaça terrorista estão claramente relacionados à opinião de vários europeus", considera o Instituto Pew Research, destacando que "o aumento recente do número de refugiados na Europa tomou um lugar preponderante na retórica anti-imigração da extrema direita em todo o continente e no controverso debate sobre a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia".

A inquietação dos europeus se estende também ao impacto econômico dos refugiados. Uma porcentagem importante (82% de húngaros e 75% de poloneses) os considera como "uma carga" porque podem acabar com "nossos trabalhos e ajudas sociais".

Esta opinião também é compartilhada por 72% dos entrevistados na Grécia, 65% na Itália e 51% na França, segundo a pesquisa.

O estudo foi realizado mediante entrevistas a 11.494 pessoas entre 4 de abril e 12 de maio.

afp_tickers

 AFP