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Agentes afegãos param pessoas enquanto bloqueiam avenida perto da base militar americana em Bagram, 50 km ao norte de Cabul, no dia 12 de novembro de 2016

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O Afeganistão registrou neste 30 de novembro um novo recorde de mais de meio milhão de civis deslocados que fugiram da violência e dos combates até agora este ano, mais que o dobro em comparação com 2014, anunciou a ONU nesta quarta-feira.

De acordo com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em Cabul, com os recentes 516.000 deslocados, já seriam mais de 1,3 milhão o número de afegãos que fugiram de suas casas e que muitas vezes vivem em condições precárias e sem assistência.

O mais "preocupante" para a ONU é o aumento constante, ano após ano, do número de pessoas deslocadas, que "quadruplicou desde 2013 e dobrou desde 2014".

Quinze anos após o fim do regime talibã, derrubado por uma intervenção militar dos Estados Unidos, mais e mais distritos são afetados pelos combates que opõem insurgentes do Talibã e combatentes do Estado Islâmico no leste, contra as forças regulares, informou a ONU em um comunicado.

O escritório ressaltou que "pela primeira vez", há deslocados nas 34 províncias do país.

Além disso, o Afeganistão deve enfrentar o regresso dos refugiados instalados no Paquistão. Mais de 600.000 refugiados - de 1,4 milhão registrados oficialmente no Paquistão e quase 4 milhões entre o Paquistão e o Irã - regressaram ao Afeganistão no início deste ano e a maioria deles se instalaram em grandes cidades como Cabul, ante a impossibilidade de chegar a suas cidades natais.

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