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Quase 40 migrantes que passaram a noite no telhado de um centro de acolhimento de estrangeiros de Madri em protesto contra as condições de vida no local encerraram o protesto na manhã desta quarta-feira

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Quase 40 migrantes que passaram a noite no telhado de um centro de acolhimento de estrangeiros de Madri em protesto contra as condições de vida no local encerraram o protesto na manhã desta quarta-feira, anunciou a polícia.

Os estrangeiros sem permissão de residência protestavam contra as condições de sua retenção no telhado do local. Eles exibiram uma grande faixa com a palavra "liberdade" no centro de retenção do bairro Aluche, zona sul de Madri.

"Fruto de negociação, decidiram descer. Não foi necessário utilizar a força", afirmou um porta-voz da polícia, que no entanto se recusou a explicar os detalhes das conversações com os migrantes.

De acordo com a polícia, a revolta no Centro de Internamento de Estrangeiros (CIE) do bairro de Aluche teve início às 22H00 local (18H00 Brasília). Os migrantes quebraram móveis e depois subiram ao telhado.

Segundo a porta-voz da prefeitura, o incidente não deixou feridos.

O vereador Javier Barbero denunciou que estes centros para estrangeiros são "instituições falidas", e que a prioridade nesta situação "é a saúde e os direitos humanos das pessoas".

Em agosto, 15 imigrantes tentaram fugir do centro de Aluche, mas nenhum deles teve sucesso.

Em Sangonera, perto de Murcia (sudeste), 67 migrantes conseguiram fugir em 5 de outubro de um centro de retenção, onde estavam 127 estrangeiros sem visto de residência.

Algumas organizações de defesa dos direitos humanos fazem campanha pelo fechamento dos centros de retenção na Espanha e denunciam as más condições para a estadia dos imigrantes.

Ao menos 6.500 pessoas passaram em 2015 pelos sete centros de internação de estrangeiros que existem no país, segundo um relatório elaborado em setembro pelo Serviço Jesuíta para Migrantes (SJM).

Os centros abrigam essencialmente estrangeiros sem visto de permanência que estão para ser expulsos do país, mas o SJM registrou pessoas doentes, vítimas de tráfico de pessoas, menores e solicitantes de asilo.

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