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Milhares de trabalhadores marcham contra o Administrador do Fundo de Pensões (AFP), em frente ao Palácio La Moneda, em Santiago, em 21 de agosto de 2016

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Milhares de chilenos se mobilizaram neste domingo contra o sistema de aposentadorias que vigora desde a ditadura de Augusto Pinochet, em um dos maiores protestos já realizados nos últimos anos e que transcorreu pacificamente.

Uma gigantesca passeata saiu da Avenida Alameda de Santiago, com mais de 600 mil pessoas, em um protesto que reuniu mais de um milhão em todo o país, segundo seus organizadores.

De acordo com a polícia, o protesto em Santiago reuniu 80 mil pessoas.

"A passeata de hoje foi a maior, a mais alegre e pacífica dos últimos dois anos e meio. Sem dúvida a voz do povo se expressou de forma muito clara e com mais força hoje", disse o intendente (prefeito) de Santiago, Claudio Orrego, ao analisar o protesto.

Quase duas semanas após a presidente Michelle Bachelet anunciar modificações no questionado sistema, milhares de famílias chilenas exigiram o fim das chamadas Administradoras de Fundos de Pensão (AFP).

"Não queremos mais AFPs, públicas ou privadas", disse ao final do protesto Luis Mesina, porta-voz do movimento "No+AFP", que convocou a manifestação.

Instauradas durante a ditadura de Augusto Pinochet, em 1981, as AFPs administram os fundos de pensões de 10 milhões de trabalhadores chilenos, entregando pensões muito baixas, distantes da promessa de retribuir 70% do último salário.

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