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(Arquivo) Um dependente de heroína prepara-se para utilizar a droga, em New London, Connecticut, no dia 22 de março de 2016

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As mortes por overdose de drogas aumentaram 66% na cidade de Nova York entre 2010 e 2015, com uma subida de 158% nas mortes por overdose de heroína no mesmo período, anunciaram autoridades locais na terça-feira.

Entre as 937 mortes por overdose registradas em 2015 em Nova York, 59% foram por consumo de heroína, informou o Departamento de Saúde da cidade.

O aumento crescente de mortes relacionadas com o consumo de opioides se converteu em uma crise de saúde pública nos Estados Unidos.

A overdose de drogas já mata mais americanos que os acidentes de carro.

Entre 2010 e 2104, o número de mortes por overdose de heroína mais que triplicou nos Estados Unidos, enquanto os óbitos relacionados a opioides como a fentanila - que matou o cantor Prince - quase duplicaram, segundo um relatório divulgado em junho pela agência federal antidrogas dos Estados Unidos (DEA).

Cerca de 14.000 pessoas morreram nos Estados Unidos em 2014 por overdose de opioides, segundos os Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país.

Nova York anunciou em abril um investimento de 25 milhões de dólares em um prazo de três anos em um fundo de educação, prevenção e vigilância para combater esse problema.

Quase a metade (46%) dos casos de overdose de heroína em Nova York ocorreram entre a população branca, mais do que entre os negros e os latino-americanos.

A taxa mais alta de mortes por overdose de heroína foi observada entre os nova-ioquinos de entre 45 e 54 anos, mas entre a população de 15 a 34 anos essa taxa aumentou 248%, disseram as autoridades locais.

A fentanila, um potente analgésico do grupo dos opioides, foi responsável por 16% dos óbitos por overdose em 2015, ante 3% nos 10 anos anteriores, segundo as autoridades.

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