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(Arquivo) O ex-presidente uruguaio José Mujica, em São Bernardo do Campo, São Paulo, no dia 29 de agosto de 2015

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O ex-presidente uruguaio José Mujica disse nesta quinta-feira, na Bolívia, que confia mais na Unasul do que na OEA para resolver a crise política na Venezuela, devido à pressão "insuportável" dos EUA sobre o bloco interamericano.

"Confio muito mais na Unasul do que na OEA, porque a pressão dos Estados Unidos dentro da OEA é insuportável", afirmou o ex-presidente e senador uruguaio em Chimoré, no centro da Bolívia, onde conversou com camponeses ao lado do presidente boliviano, Evo Morales.

Mujica insistiu em que "confia muito mais na Unasul", que esteve apoiando a gestão mediadora entre o governo e a oposição venezuelana liderada pelos ex-mandatários José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana) e Martín Torrijos (Panamá).

A OEA foi alvo de críticas de Venezuela, Equador e Bolívia por invocar para o caso venezuelano a Carta Democrática, um mecanismo para casos de ruptura da ordem constitucional, apesar de flexibilizar sua posição posteriormente.

Mujica também analisou os movimentos políticos e ideológicos pendulares em alguns países da América Latina e os considerou naturais. "Nem a direita triunfa definitivamente e nem a esquerda, a história é um movimento pendular, existem épocas conservadoras, quando se multiplica a riqueza, e é preciso distribui-la".

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