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Policiais e bombeiros no local do atentado em Nice, em 15 de julho de 2016

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Políticos de todo o mundo reagiram com horror ao atentado com um caminhão contra uma multidão que celebrava o dia da Queda da Bastilha em Nice, na Riviera Francesa, que deixou ao menos 84 mortos.

A seguir as principais reações:

- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou a solidariedade de seu país à França, "nosso mais antigo aliado". "Neste 14 de julho, lembramos (...) os valores democráticos que fizeram da França uma inspiração para o mundo inteiro".

Obama ordenou que a bandeira fosse hasteada a meio mastro nos edifícios oficiais em demonstração de solidariedade.

Seu secretário de Estado, John Kerry, acompanhou na quinta-feira, em Paris, o desfile pela festa nacional francesa.

- O presidente interino do Brasil, Michel Temer, declarou: "Hoje, mais do que nunca, somos todos franceses. (...) O Brasil se une a todos que desejam e lutam pela paz e harmonia no mundo".

Já a presidente afastada Dilma Rousseff disse que "não podemos nos deixar amedrontar, nem nos abatermos. O povo francês saberá superar mais esta tragédia".

- A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou: "Estamos todos unidos no estupor após este ataque mortal em Nice". Foi observado um minuto de silêncio, após a execução do hino nacional francês no centro de Berlim. As bandeiras foram hasteadas a meio mastro nos ministérios alemães das Finanças e Relações Exteriores, em sinal de solidariedade.

- Em mensagem endereçada ao presidente francês, François Hollande, publicada pelo Palácio de Buckingham, a rainha Elizabeth II se declarou "profundamente chocada e entristecida" com o ataque.

- "É compromisso dos italianos não deixar os franceses sozinhos", escreveu o chefe do governo italiano, Matteo Renzi. "As imagens que chegam de Nice fazem as palavras sufocarem na garganta".

A fachada da prefeitura de Roma, assim como da Molle Antonelliana, torre emblemática de Turim, foram iluminadas à noite com as cores da bandeira francesa.

- O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou o que chamou de um "atentado (...) dirigido contra pessoas inocentes e contra os valores fundamentais que a Otan defende. O terrorismo nunca terá razão sobre a democracia, a liberdade e nossas sociedades abertas".

- Na África, dois países recentemente atingidos por ataques de extremistas islâmicos apresentaram suas condolências: "Estamos horrorizados e fortemente chocados com as imagens que chegam de Nice", declarou o premiê marfinense, Daniel Kablan Duncan, enquanto o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, expressou, ao mesmo tempo sua "compaixão" e sua "indignação".

- "É um ato abjeto e nós vamos combatê-lo juntos (...) Seus países amigos precisam de uma França forte", declarou o presidente tunisiano, Béji Caïd Essebsi, a respeito do ataque, cometido por um cidadão tunisiano, residente em Nice.

- Para o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "este ato bárbaro (...) demonstra a necessidade de uma luta determinada e global contra o terrorismo". "As organizações terroristas não fazem nenhuma distinção entre a Turquia, a França, a Bélgica, a Arábia Saudita ou os Estados Unidos".

- A mais alta instituição do Islã sunita no Egito, o centro Al-Azhar, apelou à unidade para "livrar o mundo do terrorismo", cujos ataques "abomináveis contradizem os ensinamentos do Islã".

- "Condenamos na forma mais absoluta toda manifestação de loucura 'mortal', de ira, de terrorismo e todo ataque contra a paz", declarou o porta-voz do Vaticano, em um comunicado redigido em francês. O papa Francisco condenou a "violência cega" do ataque.

- O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o atentado de "particularmente cruel" e "cínico". "Vimos novamente que o terrorismo ignora absolutamente o que é a moral humana". "A Rússia está disposta a cooperar estreitamente com a França" para "lutar contra o terrorismo".

- O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, se declarou "comovido". "Sentimos como nossa a dor de nossos vizinhos. É a dor de todas as pessoas de bem, vítimas potenciais da barbárie, da irracionalidade e do desprezo mais absoluto pela vida humana".

- Boris Johnson, o novo ministro das Relações Exteriores britânico, que participou da festa de 14 de julho na embaixada francesa em Londres, escreveu no Twitter: "Comovido e triste pelos terríveis acontecimentos em Nice, e pela terrível perda de vidas".

- O presidente do México, Enrique Peña Nieto, também condenou o ataque. "O México reprova qualquer ato de violência como o ocorrido em Nice".

- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, postou no Twitter: "@fhollande: nossa solidariedade às vítimas e feridos do atentado em Nice. Rejeitamos toda forma de violência".

- O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, escreveu no Twitter: "Os canadenses estão comovidos".

- União Europeia: "O ataque terrorista covarde e bárbaro que atingiu a cidade de Nice me consternou", segundo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

É um "dia triste para a França, para a Europa", afirmou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. É "trágico" que "as vítimas do ataque sejam pessoas que celebravam a liberdade, igualdade e fraternidade".

- Cúpula Europa-Ásia: Os dirigentes e representantes de 51 países asiáticos e europeus, reunidos na Mongólia, condenaram o atentado. "Reafirmamos nosso compromisso de unir nossas forças para combater a peste do terrorismo".

- A Arábia Saudita, atingida há uma dezena de dias por atentados fatais, expressou à França sua "solidariedade e cooperação para enfrentar juntos atos terroristas".

- Os Emirados Árabes Unidos, integrantes junto à França e à Arábia Saudita da coalizão internacional que, sob a liderança dos Estados Unidos, luta contra os terroristas do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, "denunciaram um crime abjeto".

- O chefe da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, também condenou o que chamou de "atentado terrorista covarde".

- "Como já dissemos no passado, o terrorismo é um flagelo que não pode ser eliminado sem a unidade e a colaboração internacionais", reagiu o Ministério iraniano de Relações Exteriores.

- Israel "está pronto a ajudar o governo francês contra este flagelo até que seja vencido", declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

- Escrevendo em francês, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, denunciou um "ataque terrível" no Facebook. "Chocado. O povo ucraniano oferece seu apoio às famílias das vítimas e a todos os franceses".

- "A ação do terrorismo bárbaro está destinada ao fracasso", reportou o ministério grego de Relações Exteriores. "Nós estamos certos de que apesar dos extremistas, a França, o farol das ideias do Iluminismo, da democracia e da liberdade, continuará sem cessar a iluminar a Europa e o mundo".

- O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ofereceu seus pêsames e disse que seu país condena toda forma de terrorismo.

- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "destacou a necessidade de intensificar os esforços regionais e internacionais para combater o terrorismo e o extremismo violento", em um comunicado.

Os 15 países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas "condenaram com a maior firmeza o ataque terrorista bárbaro e covarde" de Nice.

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