AFP

Manifestantes pró-Brexit protestam em Londres, 9 de julho de 2016

(afp_tickers)

O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado (9) que acredita que o Reino Unido sairá da União Europeia (UE), apesar das especulações de que a decisão dos eleitores no referendo sobre o Brexit possa ser revertida de alguma forma.

"Acho que devemos presumir que um referendo que passou com muita atenção, uma longa campanha e uma participação relativamente alta vai acontecer", respondeu Obama, quando questionado sobre a possibilidade de que o Reino Unido faça uma nova votação.

"Permaneceremos amigos, aliados, sócios, e continuaremos tendo relações fortes em ambos os lados do Canal [da Mancha]", afirmou o presidente americano, em uma coletiva de imprensa na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Varsóvia.

"Nosso interesse principal é ter certeza de que as negociações e esse processo ocorram da forma mais ordenada e sensível possível", acrescentou.

Obama afirmou ainda que a Europa "sempre" pode contar com os Estados Unidos, "tanto nos bons quanto nos maus momentos".

Sobre a Otan, o presidente americano avaliou que a aliança de 28 países se encontra em um "momento crucial".

"Em quase 70 anos de Otan, talvez nunca tenhamos enfrentado tantos desafios ao mesmo tempo, de segurança, humanitários, políticos", enumerou.

Obama mencionou a ameaça do grupo extremista Estado Islâmico, a intervenção russa na Ucrânia, a pior crise migratória na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial e, finalmente, a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia.

"Nesse momento de desafios, quero aproveitar a oportunidade para dizer claramente o que não vai mudar nunca: o inabalável compromisso dos Estados Unidos com a segurança e com a defesa da Europa", garantiu.

Ao mesmo tempo, porém, Obama advertiu que os aliados da Otan também têm de fazer sua parte - devem, especialmente, assumir o compromisso de reverter anos de cortes e destinar 2% da produção econômica anual para os gastos com defesa.

afp_tickers

 AFP