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(Arquivo) Um avião se aproxima do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no dia 1º de fevereiro de 2010

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A agência de aviação civil das Nações Unidas pediu na terça-feira aos aeroportos que comecem a se preparar para os impactos severos do aquecimento global nas suas operações.

A Organização da Aviação Civil Internacional (Icao), com sede em Montreal, Canadá, advertiu em seu relatório ambiental de 2016 sobre o aumento da cobertura de nuvens em aeroportos no Oriente Médio e na América Latina, o que afeta a visibilidade, como resultado do aumento das temperaturas e da umidade.

A Icao também ressaltou a necessidade de proteger pistas costeiras em todo o mundo do aumento do nível dos mares.

O relatório alertou sobre o aumento das turbulências causadas por mudanças nas correntes de jato atmosféricas, das tempestades de areia e poeira entupindo os motores, e das ocorrências de gelo nas asas.

"A robustez de aeronaves e a robustez de todo o sistema de aviação devem ser cuidadosamente monitoradas, enquanto o setor terá de se preparar para as condições meteorológicas mais extremas que são esperadas no futuro, conforme o clima continua mudando", disse a Icao no relatório.

"Os principais efeitos serão mais evidentes dentro de três ou quatro décadas", afirmou a agência. "Não há, portanto, motivo para pânico".

Mas, acrescentou, "uma resposta racional em todos os aeroportos seria realizar avaliações de risco de infraestruturas existentes e novas, a fim de pensar no futuro, reduzir os riscos, minimizar os custos de ciclo de vida e garantir a confiabilidade e a regularidade do setor da aviação".

Como um exemplo de infraestruturas em risco, o relatório observou que, dos 46 aeroportos da Noruega, 20 estão "muito expostos" e vários têm pistas menos de quatro metros acima do nível do mar.

Uma avaliação de 2014 revelou que vários destes correm risco de inundação.

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