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Parentes de passageiros desaparecidos no voo MH370 mostram cartazes durante coletiva de imprensa das autoridades no centro administrativo de Putrajaya, na Malásia

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O piloto do voo da Malaysia Airlines MH370, que supostamente saiu da rota e caiu no Oceano Índico, realizou uma simulação de um percurso similar semanas antes, informa a revista New York.

O piloto Zaharie Ahmad Shah usou um elaborado simulador de voo caseiro para atravessar o estreito de Malaca até o remoto sul do Oceano Índico, uma trajetória muito parecida com a que teoricamente fez o voo MH370.

Esta descoberta, que lança uma sombra de suspeita sobre o piloto de 53 anos, foi publicada pela New York Magazine, que obteve um documento confidencial da polícia da Malásia, que está investigando o crime.

Segundo o documento, o FBI recuperou dados deletados do simulador de voo de Zaharie que revelam a rota empreendida pelo piloto.

"Encontramos uma trajetória de voo que leva ao Oceano Índico sul, entre outras muitas trajetórias de voo registradas pelo simulador, que podem ser de interesse", afirma o documento, segundo a New York Magazine.

Apesar das rotas serem similares, o ponto final do simulador de voo se encontra a 900 milhas (1450 km) da área onde se acredita que caiu o avião.

O Boeing 777 desapareceu por razões desconhecidas em 8 de março de 2014 quando se dirigia de Kuala Lumpur a Pequim com 239 pessoas a bordo, a maioria de cidadãos chineses.

Este é um dos maiores mistérios da história da aviação.

O governo malaio continua afirmando não saber o que causou o acidente.

As informações sobre o voo simulado foram publicadas no mesmo dia em que Malásia, Austrália e China, os três países envolvidos nas busca, disseram que as esperanças de se encontrar o avião diminuem a cada dia e que a busca será suspensa em breve se não forem achados novos restos.

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