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Uma fisioterapeuta atende um bebê com microcefalia em um hospital, em Salvador, no dia 28 de janeiro de 2016

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Autoridades de saúde do Porto Rico anunciaram na sexta-feira o primeiro caso de microcefalia associada ao zika em um feto, enquanto o território americano luta contra a contaminação pelo vírus.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos disse que "confirmou o primeiro caso de doença pelo zika vírus em um feto em Porto Rico", após realizar testes de laboratório e compartilhar os resultados com o departamento de saúde porto-riquenho.

"Esse caso de zika vírus durante a gravidez nos entristece e preocupa, e ressalta potenciais casos adicionais e complicações na gravidez associadas", afirma um comunicado do CDC.

Desde outubro do ano passado, o Brasil registrou 1.326 casos confirmados de bebês nascidos com microcefalia - pelo menos 205 deles associados ao zika vírus, embora as autoridades afirmem que este número é maior -, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde.

Desse total, houve 56 mortes confirmadas por microcefalia e alterações no sistema nervoso central, e 174 estão sendo investigadas.

A secretária de saúde de Porto Rico, Ana Rius, deu poucos detalhes sobre o primeiro caso de microcefalia na ilha, justificando que quer respeitar o direito da família à privacidade.

O feto "mostrou microcefalia severa e calcificações no cérebro acompanhadas da presença do zika vírus", disse Rius.

"Já esperávamos esta notícia há algum tempo. Ter sistemas de vigilância robustos nos permitiu detectar este caso cedo", acrescentou.

Porto Rico disse que registrou 925 casos de zika até agora, 18 dos quais envolvendo mulheres grávidas.

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