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(Agosto) O italiano Antonio Vassallo, 100, e a mulher, Amina Fedollo, 93, posam em sua residência, no povoado italiano de Acciaroli

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Os centenários, particularmente numerosos em uma região próxima a Salerno (sul da Itália), revelaram nesta segunda-feira um de seus segredos: a quase ausência de um marcador sanguíneo em seu organismo, diferentemente dos mortais comuns.

Com 81 centenários contabilizados no início de setembro, de um total de 700 habitantes, o povoado de Acciaroli intrigou particularmente cientistas americanos, que passaram vários meses na região de Cilento, encravada entre o mar e a montanha ao sul de Salerno, em Campania, para descobrir o segredo desta longevidade excepcional.

Pesquisadores da Universidade de San Diego, Califórnia (Estados Unidos), ajudados por seus colegas da Universidade La Sapienza de Roma, chegaram durante a primavera (do hemisfério norte) passada para estudar o mistério dos moradores locais que desafiam a morte, e nesta segunda-feira divulgaram os primeiros resultados deste estudo.

A propensão destes centenários a quase nunca sofrer de doenças cardíacas ou cognitivas, como o mal de Alzheimer, se explicaria pelo fato de que um marcador biológico, estranhamente, está pouco presente em seus organismos. Trata-se de um vasodilatador chamado adrenomedulina, afirmaram em um comunicado os pesquisadores americanos e italianos.

Este marcador sanguíneo está presente "de maneira muito menor nos sujeitos estudados, e parece agir como um poderoso fator de proteção, favorecendo um desenvolvimento ótimo da microcirculação", ou seja, a circulação sanguínea capilar, segundo o texto.

- A pesquisa continua -

O estudo também revelou "metabolitos (pequenas moléculas) presentes em seu organismo, que poderiam influenciar positivamente na longevidade e no bem-estar dos centenários de Cilento", acrescenta o comunicado, sem especificar qual molécula.

Os cientistas decidiram estender este estudo piloto e desenvolver sua investigação, o que também incluirá uma campanha de arrecadação de fundos para atingir seu objetivo.

Além de avançadas análises sanguíneas (DNA, metabolismo, etc), os pesquisadores realizaram controles cardíacos e neurológicos, explicou à AFP Alan S. Maisel, professor de medicina cardiovascular na universidade de San Diego.

Os pesquisadores se interessaram muito na alimentação destas pessoas, a famosa dieta mediterrânea a base de azeite de oliva (que elas mesmas produzem), mas também na genética. Os centenários podem ter um gene que consegue extrair as propriedades benéficas de certos produtos consumidos regularmente, "como o alecrim, que melhora as capacidades do cérebro", disse o professor Maisel.

Entre as 80 pessoas idosas que participaram do estudo, 25 das quais eram centenárias, nenhuma sofria do mal de Alzheimer.

Todas praticavam uma atividade física diariamente, como a pesca, a manutenção de seu jardim ou uma caminhada, neste povoado de ruas íngremes. "Muitas destas pessoas aparentemente mantêm uma atividade sexual", revelou o pesquisador.

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