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A presidente Dilma Rousseff em evento no Palácio do Planalto em 12 de abril

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O Partido Progressista (PP) decidiu nesta terça-feira abandonar a base do governo da presidente Dilma Rousseff e anunciou que a maioria de seus 47 deputados votará a favor do impeachment, em mais um golpe contra o governo.

O presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, anunciou que o partido deixará o governo formalmente, entregando imediatamente o ministério da Integração Nacional, comandado por Gilberto Occhi, e a presidência da Companhia de Desenvolvimentos dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ocupada por Felipe Mendes.

A decisão foi comunicada após reunião da bancada do PP na Câmara, na qual a maioria se manifestou a favor do impeachment de Dilma.

"É uma decisão que eu não defendia, não vou negar. Eu defendia até o momento a permanência do partido na base de sustentação da presidente. Mas não me cabe outra alternativa, como seu presidente, que não acatar a decisão. Então hoje, o partido solicita aos seus quadros que pertencem ao governo da presidente Dilma Rousseff a carta de renúncia".

"Eu pedi que fizessem suas cartas. E eles prontamente atenderam para que pudéssemos remeter e colocar todos os outros cargos à disposição da presidente Dilma, como gesto de grandeza do partido e também de lealdade".

Ciro Nogueira disse que agora buscará a unidade da bancada em apoio ao impeachment, mas que não haverá sanções a quem votar contra.

Na reunião da bancada nesta terça, 37 dos 47 deputados apoiaram o impeachment, nove votaram contra e um não se pronunciou.

Outro partido da base aliada, o PRB, que ocupa o ministério dos Esportes, anunciou nesta terça o desembarque do governo e sua posição favorável ao impeachment de Dilma.

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