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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no dia 20 de setembro de 2016

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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu nesta terça-feira (20) uma ação internacional contra o clérigo Fethullah Gulen, que se encontra exilado nos Estados Unidos e é acusado pelo governo de Ancara de ter orquestrado a recente tentativa de golpe no país.

"Gostaria de chamar todos os nossos amigos a tomar as medidas necessárias contra a Organização Terrorista Fethullah em seus próprios países para o futuro de seu próprio povo e seu bem-estar", disse Erdogan na Assembleia Geral da ONU, referindo-se ao movimento de Gulen.

Gulen nega categoricamente as acusações de Erdogan. Ele fugiu da Turquia e, hoje, vive na Pensilvânia, onde se mantém ativo no diálogo religioso e envolvido com obras de caridade.

Em pronunciamento na ONU, Erdogan disse que o movimento de Gulen está presente em 180 países, o que constitui uma "ameaça de Segurança Nacional" para todos.

Erdogan continua a pressionar os Estados Unidos pela extradição de Gulen. Em visita recente ao país, o vice-presidente americano, Joe Biden, afirmou que especialistas legais e a Justiça precisam analisar e rever a provas contra o religioso.

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