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Caixas de cereais Kellogg's são vistas em uma loja, em Arlington, Virgínia, no dia 1º de dezembro de 2016

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A Kellogg's está ameaçada por um boicote convocado pela Breitbart News, uma plataforma de notícias simpatizante do presidente eleito americano Donald Trump, após a decisão da gigante dos cereais de deixar de anunciar neste veículo.

Último enfrentamento entre o marketing corporativo e a política, Breitbart convocou seus leitores a não comprarem produtos da Kellogg's em protesto contra o "ato de discriminação e intenso preconceito" da companhia.

A plataforma de notícias on-line de extrema direita Breitbart, conhecida por suas opiniões irrestritas e acusada de alimentar o preconceito racial, alinhou-se com Donald Trump durante a campanha para a Casa Branca, e seu diretor-executivo, Steve Bannon, foi nomeado chefe de estratégia de Trump.

Uma porta-voz da Kellogg Company, Kris Charles, disse que a decisão de deixar de anunciar na Breitbart "não teve nada a ver com política".

"Regularmente trabalhamos com nossos parceiros comerciais da mídia para nos assegurarmos de que nossos anúncios não apareçam em sites que não estejam em linha com nossos valores, como estabelecido em nossas pautas publicitárias", dijsse, em um comunicado.

"Isto implica revisar os sites web onde os avisos poderiam ser publicados usando filtros tecnológicos que avaliam as palavras e as frases usadas na plataforma (...). Soubemos por nossos leitores que nossas publicidades apareciam em Breitbart.com e decidimos suspender essa publicidade", destacou.

A Breitbart respondeu com uma petição on-line, #DumpKelloggs, e assegurou que o site é "a maior plataforma com conteúdo pró-família da internet".

A notícia ocorre logo após à convocação de boicote feita por alguns simpatizantes de Trump contra produtos da PepsiCo e outras marcas, com base em rumores não verificados e supostas críticas de alguns executivos ao bilionário republicano.

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