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O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, visita uma fábrica, em Indianapolis, no dia 1º de dezembro de 2016

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As companhias que deixarem os Estados Unidos em busca de custos menores em outros países enfrentarão "consequências", ameaçou nesta quinta-feira o próximo presidente, Donald Trump, que também ofereceu corte de impostos e regulamentações empresariais.

"As companhias não vão abandonar os Estados Unidos sem consequências. Não vai acontecer", disse Trump, durante visita à fábrica de aparelhos de ar condicionado Carrier em Indiana, que se recusou a reposicionar mil postos de trabalho no México.

Em sua proposta para conter a fuga de empresas, Trump prometeu reduzir impostos e cortar as regulamentações que "esmagam" as indústrias e os pequenos negócios.

"Seus impostos estarão no mais baixo e suas regulamentações desnecessárias desaparecerão. Precisamos de regulamentações por segurança e pelo ambiente. Mas a maioria das regulamentações não faz sentido", disse o bilionário republicano.

Ao ressaltar que seis das oito companhias americanas de ar condicionado estão realocadas no México, Trump insistiu: "Não toleraremos mais".

"Gostamos do México. Estive há três meses com o presidente do México, um cara incrível, mas devemos ter um tratamento justo. Não recebemos nada", afirmou, reiterando as críticas de campanha contra o tratado de livre comércio da América do Norte (TLCAN).

"Temos o TLCAN, que é um desastre total", afirmou.

Trump também reiterou sua promessa de construir um muro na fronteira com o México.

"Acreditem em mim, vamos construir este muro", afirmou.

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