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O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, durante comício, em Kissimmee, Flórida, no dia 11 de agosto de 2016

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Donlad Trump, claramente irritado pelos artigos da imprensa que dizem que ele está deprimido e de mau humor por suas pouco favoráveis perspectivas presidenciais, fez alguns de seus mais agudos ataques contra a imprensa.

"Não compito contra a desonesta Hillary Clinton", disse no sábado o candidato republicano em um discurso em Fairfield, Connecticut, "estou competindo contra a imprensa desonesta".

Trump parece particularmente irritado com um artigo do jornal The New York Times, que cita uma fonte anônima próxima ao candidato, dizendo que em privado "frequentemente está de mau humor e é rabugento".

Republicanos próximos a sua campanha foram citados declarando que Trump está "exausto, frustrado e desconcertado" pelo rumo do processo político.

O magnata imobiliário respondeu no domingo em um tuíte: "Meus eventos de campanha não são cobertos apropriadamente pela imprensa. Eles nunca falam da mensagem real e nunca mostram o tamanho do entusiasmo da multidão".

Trump se queixa há meses da cobertura midiática que recebe.

As credenciais de uma longa lista de meios de comunicação - como The New York Times, Buzzfeed, Politico e Washington Post - foram retiradas, enquanto o magnata disse que se for presidente será mais fácil processar os veículos por suas publicações.

Mas o monitoramento dos meios diz que o aspirante republicano à Casa Branca recebeu uma cobertura mais ampla que qualquer outro candidato em anos.

Paul Manafort, chefe de campanha de Trump, também falou contra os meios durante uma aparição no domingo na CNN.

"Ao contrário do que diz a matéria sem fontes de The New York Times, a campanha esta avançando e muito forte", declarou. "Nós arrecadamos mais de 132 milhões (de dólares) nos últimos meses".

Destacou que Trump visitou repetidamente estados-chave como Pensilvânia, Ohio e Flórida e conseguiu "ter grande atração nestes estados".

- As pesquisas não favorecem Trump -

Contudo, pesquisas recentes mostram que os números de Trump não têm sido bons nesses estados, redutos fundamentais para a guerra eleitoral.

O bilionário se saiu muito mal depois dos comentários sobre os pais de um soldado americano muçulmano morto no Iraque e suas sugestões a "grupos da segunda emenda", que defendem a compra e o porte de armas, para que resolvam com as próprias mãos a aversão contra Hillary.

Manafort repetiu que o pedido de Trump aos partidários da segunda emenda foi somente uma pedido para que cpmpareçam às urnas.

Contudo, um dos principais assessores de Trump, o senador do Alabama, Jeff Sessions, declarou no domingo que o candidato precisa de uma forma de comunicação "mais efetiva" para chegar ao povo.

"Ele tem lutado com seu próprio coração. Como comunicar quem ele é, no que acredita, a mudança que pode trazer aos Estados Unidos?", questionaou o senador à rede ABC.

"Ele precisa se comunicar, e acredito que pode fazer isso mais efetivamente", completou.

Na entrevista da CNN também foi perguntado a Manafort sobre as crescentes pressões sobre Trump para que divulgue sua declaração de renda depois de que na sexta-feira Hillary publicou a sua.

O canal de televisão publicou um vídeo de Mitt Romney, o candidato republicano em 2012, no qual pede a Trump para divulgar sua declaração de renda. "Se você não vê a declaração, pode pensar que há algo a mais, como algo ruim", disse.

Manafort repetiu a explicação que Trump deu de estar de forma constante sob a auditoria do Serviço de Impostos Internos.

"Quando (a auditoria) estiver completa, ele publicará sua declaração", disse Manafort, completando que a declaração de Hillary mostra que sua renda vem de "gente que se beneficiou muito bem de seu período no Departamento de Estado", em referência ao tempo que ela foi chefe da diplomacia americana.

"Até agora não vi matérias sobre isso" na imprensa, replicou.

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