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O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, em Kissimmee, Flórida, no dia 11 de agosto de 2016

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O candidato republicano à Presidência americana, Donald Trump, divulgou seu plano antiterrorista, afirmando que implementará um "exame exaustivo" de imigrantes como uma maneira de proteger os Estados Unidos, além de suspender a imigração procedente de alguns países.

Comparando a época atual com a Guerra Fria, Trump disse estar disposto a trabalhar estreitamente com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e com os aliados de Washington no Oriente Médio, insistindo na necessidade de "uma nova abordagem".

"Meu governo continuará as operações militares conjuntas e da coalizão para destruir o grupo Estado Islâmico", prometeu, destacando também a urgência de uma "cooperação internacional para liquidar o financiamento" obtido pelo EI.

"Da mesma maneira que ganhamos a Guerra Fria ao expor os males do comunismo e as virtudes do mercado livre, devemos derrotar a ideologia do Islã radical", afirmou o republicano em um discurso em Ohio (norte), um estado considerado chave para as eleições de novembro.

Trump também propôs instituir uma "comissão sobre o Islã radical que inclua vozes reformistas" para identificar sinais precoces de radicalização e desmantelar as redes de apoio aos extremistas.

"Estaremos juntos daqueles que reconheçam que essa ideologia de morte deve ser aniquilada", completou.

Suspensão temporária

"Trabalharemos estreitamente com a Otan nessa nova missão (...). Também acho que podemos encontrar um terreno comum com a Rússia na luta contra o EI", afirmou.

No mesmo discurso, Trump defendeu "uma nova política para a imigração", considerando que os atentados cometidos nos Estados Unidos desde o 11 de Setembro têm como ponto comum que, neles, estavam "envolvidos imigrantes, ou filhos de imigrantes".

"Devíamos admitir neste país apenas aqueles que compartilham nossos valores e que respeitam nosso povo", ressaltou.

"Na Guerra Fria, tínhamos uma análise ideológica. Já passou da hora de desenvolver uma nova triagem para as ameaças que enfrentamos hoje. Chamo isso de exame exaustivo", explicou.

"É hora de uma nova abordagem", defendeu o magnata, criticando uma série de ações diplomáticas e militares tomadas pelo presidente Barack Obama e pela ex-secretária de Estado e sua rival democrata na briga pela Presidência, Hillary Clinton.

"Geramos vazios que permitem ao terrorismo crescer e prosperar", continuou Trump.

"A política de Hillary Clinton permitiu oferecer um cenário mundial ao grupo Estado Islâmico", acrescentou.

"O governo de Trump estabelecerá um princípio simples, que se aplicará a todas as decisões relativas à imigração. Seremos firmes, inclusive radicais", prometeu.

Ele voltou a se comprometer a "suspender a imigração de algumas das regiões mais instáveis e perigosas do mundo, que têm antecedentes de exportar terrorismo".

Alguns minutos antes do discurso do republicano, o vice-presidente Joe Biden, em campanha ao lado de Hillary Clinton pela primeira vez, disse que Trump "está totalmente, profundamente, desqualificado para ser presidente dos Estados Unidos".

"Nenhum funcionário indicado por um partido na história dos Estados Unidos soube menos, ou esteve menos preparado para dirigir a segurança da nossa nação do que Donald Trump", afirmou.

"O que me surpreende é que parece que não quer aprender", alfinetou.

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