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Donald Trump, em Denver, Colorado, no dia 1º de julho de 2016

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O republicano Donald Trump visitou o Capitólio americano nesta quinta-feira para uma reunião com congressistas de seu partido, em mais uma tentativa de unir os correligionários em torno de sua polêmica candidatura.

Como sinal da antipatia contra o magnata que nunca ocupou um cargo eletivo, vários representantes encontraram um meio de evitar sua visita a Washington, invocando a já velha desculpa de incompatibilidade de agendas.

Em um breve comunicado, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, pareceu apenas seguir o protocolo.

"Foi uma importante oportunidade para nossos membros conseguirem informações adicionais sobre a campanha do sr. Trump e fazer perguntas sobre questões que importam para os americanos", declarou Ryan.

"Está claro que nosso partido está comprometido com derrotar Hillary Clinton e os democratas no outono [em referência à eleição de 8 de novembro]", completou a nota, divulgada após a reunião.

Na Câmara, o encontro com cerca de 20 representantes durou mais de 40 minutos, relatou a congressista Cathy McMorris Rodgers, que participou dele.

"A conversa esta manhã deu a muitos membros da Conferência republicana da Câmara a chance de compartilhar suas ideias políticas com o sr. Trump e fazer perguntas para conhecê-lo", informou sua equipe em uma nota.

"Para muitos, era sua primeira apresentação, e foi um passo positivo rumo à vitória no outono", completou o comunicado.

Já o encontro com os senadores foi tenso, descreve o jornal "The Washington Post", citando os relatos de dois republicanos.

Trump teria criticado três senadores, os quais haviam denunciado a candidatura do magnata, prevendo que o trio não seria reeleito nas legislativas de novembro, completou o jornal.

No Twitter, Trump apenas comentou: "Acabando de deixar D.C. Tive grandes encontros com republicanos na Câmara e no Senado. Dia muito interessante! São pessoas que amam nosso país!".

Dois dos grandes nomes ausentes da visita foram o senador Marco Rubio, rival de Trump nas prévias do partido, e o senador John McCain, que preside a Comissão das Forças Armadas da Câmara Alta e teve sua reputação de herói de guerra ironizada pelo empresário.

Paul Ryan e Donald Trump se comprometeram a trabalhar pela união nas fileiras republicanas, depois de um primeiro encontro de ampla repercussão na imprensa americana em maio passado.

Depois disso, Ryan anunciou seu apoio oficial à candidatura de Trump, deixando claro que não era um cheque em branco. No início de junho, por exemplo, não poupou críticas ao que denunciou como declarações "racistas" sobre o juiz federal de origem mexicana Gonzalo Curiel. Esse juiz supervisiona o julgamento por fraude contra a ex-"Universidade" Trump.

Paul Ryan presidirá a Convenção Nacional Republicana em Cleveland, que acontece entre 18 e 21 de julho. Nela, Trump deve ser oficialmente anunciado candidato do partido na corrida pela Casa Branca.

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