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De acordo com o primeiro-ministro turco, a tentativa de golpe fez mais de 160 mortos e 1.440 feridos entre as forças leais ao regime e civis. Entre os militares golpistas, 104 foram mortos (de acordo com o chefe do exército). Mais de 2.800 soldados foram presos

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Veja a sequência dos principais acontecimentos da tentativa de golpe militar contra o regime do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

De acordo com o primeiro-ministro turco, a tentativa de golpe fez mais de 160 mortos e 1.440 feridos entre as forças leais ao regime e civis. Entre os militares golpistas, 104 foram mortos (de acordo com o chefe do exército). Mais de 2.800 soldados foram presos.

- Sexta-feira às 23h00 (17h00 de Brasília), o primeiro-ministro turco Binali Yildirim denuncia uma "tentativa ilegal" de tomada do poder por um grupo dentro do exército, pouco após o fechamento parcial das pontes sobre o Bósforo em Istambul.

- Um pouco antes da meia-noite (18h00 de Brasília), um comunicado das "forças armadas turcas" anuncia a proclamação da lei marcial e um toque de recolher em todo o país, após a mobilização de tropas em Istambul e na capital Ancara. A declaração é assinada pelo "Conselho para a paz no país", que diz ter "tomado o controle do país".

- Confrontos, com aviões e tanques, resultam em cenas de violência sem precedentes em Ancara e Istambul em décadas. A violência é travada entre os rebeldes e as forças legalistas, bem como dezenas de milhares de pessoas que saíram às ruas do país. Aviões de caça voam a baixa altitude na metrópole, e o Parlamento é alvo de uma série de ataques aéreos. Mais tarde, um avião lança uma bomba perto do palácio presidencial.

- Em Marmaris (oeste), onde estava de férias, o presidente Erdogan lança imediatamente um apelo à população para se opor ao golpe, em um discurso transmitido ao vivo na televisão a partir de um celular.

- Dezenas de milhares de pessoas, muitas das quais agitando bandeiras turcas, enfrentam os soldados rebeldes, subindo nos tanques implantados nas ruas.

- O presidente Erdogan é recebido no aeroporto de Istambul por uma grande multidão. Ele denuncia "uma traição" liderada por soldados golpistas, a quem ele acusa de estar ligados a Fethullah Gülen, um imã exilado há anos nos Estados Unidos. "Há na Turquia um governo e um presidente eleitos pelo povo (...)", afirma.

Enquanto isso, Fethullah Gulen condena "nos termos mais fortes" a tentativa de golpe.

- Sábado de madrugada, dezenas de soldados se rendem às forças de segurança em uma ponte sobre o Bósforo em Istambul, onde os rebeldes tinham atirado durante a noite contra civis.

- As condenações internacionais se multiplicam. O presidente americano Barack Obama pede apoio ao governo turco "eleito democraticamente", a União Europeia exige um "rápido retorno à ordem constitucional" e Israel expressa seu apoio "ao processo democrático".

- O chefe interino do exército, o general Ümit Dündar, anuncia que a tentativa de golpe foi frustrada. A situação está "totalmente sob controle" (primeiro-ministro).

O presidente Erdogan pede aos turcos no Twitter para que permaneçam nas ruas, advertindo contra uma "nova onda".

- O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, elogia o "forte apoio" à "democracia" demonstrado pela sociedade política e civil na Turquia.

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