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(Arquivo) O Grande Colisor de Hádrons (LHC), no dia 19 de julho de 2013, em Meyrin

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Um novo avanço da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), culminando em 30 anos de pesquisa, legitima mais um pouco o "modelo padrão", a teoria que resume nosso conhecimento atual da física de partículas - informaram cientistas da instituição.

Pesquisadores do Cern observaram a desintegração, extremamente rara, de uma partícula, o méson B neutro em dois múons, primos do elétron. Os mésons B neutros são compostos instáveis de dois tipos de partículas chamadas quarks.

O "Modelo Padrão" da física prevê esta desintegração em múons.

Mas apenas um punhado de mésons B neutros em um bilhão decai para um par de múons. Observar este fenômeno levou quase 30 anos.

Os resultados confirmam o "Modelo Padrão" elaborado no início dos anos 1970, segundo os pesquisadores. Ele permitiu prever o comportamento das partículas fundamentais.

As observações, publicadas nesta quarta-feira na revista britânica Nature, são resultado de experiências tornadas possíveis graças ao Grande Colisor de Hádrons (LHC) do Cern.

O Grande Colisor de Hádrons, um acelerador de partículas instalado em Genebra, é o maior projeto científico dos últimos anos e permite estudar a matéria até sua menor parte.

O LHC permitiu confirmar a existência do Bóson de Higgs em 2012, considerado a pedra angular da estrutura fundamental da matéria. Ele pode ajudar a desvendar outros mistérios da composição do Universo.

Pois o "Modelo Padrão" não explica a existência da matéria escura nem da energia escura, que juntas compõem 95% do Universo.

O LHC foi reiniciado em abril com a missão, agora, de estudar a matéria escura e a antimatéria.

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