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(Reuters) - O Estado norte-americano do Arkansas executou na quinta-feira seu primeiro prisioneiro em 12 anos, após uma prolongada batalha legal que questionou aspectos do uso de pena de morte nos Estados Unidos, que caiu para a mínima em um quarto de século em 2016.

Ledell Lee, de 51 anos, foi declarado morto às 23h56, no horário local, na câmara de morte estadual na prisão Cummins Unit, disse um porta-voz do Departamento de Correções. Lee não deu uma declaração final.

Lee foi condenado e sentenciado à morte por espancar Debra Reese até a morte em 1993. Parentes de Debra estavam na Cummins Unit e disseram à mídia que Lee merecia morrer pelo crime.

Advogados de Lee, que passou mais de 20 anos no corredor da morte, preencheram diversas moções em diversos tribunais antes da injeção letal, que teve que ser adiada.

Lee defendeu sua inocência por anos e buscava testes de DNA, que segundo seus advogados iria provar sua inocência.

Ele foi a primeira pessoa em um grupo que havia sido de oito homens que o Estado de Arkansas planejava originalmente executar em 11 dias, o maior número de qualquer Estado em um período de tempo tão curto desde a reinstalação da pena de morte em 1976 pela Suprema Corte dos EUA.

Tribunais pausaram quatro dessas execuções.

O plano do Estado gerou um agitação sem precedentes de documentos legais, que argumentavam que o processo deveria ser pausado, citando problemas com os protocolos da câmara de morte dos EUA e mistura de substâncias da injeção letal.

Execuções consecutivas no Arkansas marcadas para segunda-feira foram adiadas indefinidamente.

Advogados de oito presos, incluindo Lee, argumentaram que a pressa do Estado com a câmara de morte gerava punição cruel e incomum e violava o direito dos prisioneiros.

A Suprema Corte dos EUA negou petições do grupo. Uma delas foi uma decisão de 5 a 4, na qual o novo ministro da Justiça dos EUA, Neil Gorsuch, ficou ao lado de quatro outros juízes conservadores ao negar a moção, enquanto liberais do tribunal divergiram.

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Reuters